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10 filmes que mostram o ser humano lidando com epidemias

10 filmes que mostram o ser humano lidando com epidemias

O cinema sempre retratou grandes epidemias que matam (ou transformam em zumbis) a maior parte da humanidade, enquanto o que restou da humanidade precisa aprender a lidar com a sobrevivência diária, seja enfrentando os infectados ou outros humanos sem boas intenções. Nesta lista, focamos em filmes que retratam o caos de uma sociedade em declínio por causa de uma doença misteriosa e melhores exemplos de como pesquisas médicas são feitas para tentar achar um cura.


  • Ao Cair da Noite (2017), por Pedro Kobielski

A A24 sempre prega boas surpresas. Nesse caso, sob a guarda da renomada produtora, o diretor Trey Edward Shults consegue inovar dentro de um gênero já muito explorado: os filmes de zumbi. Com uma narrativa sufocante e uma abordagem intimista, Ao Cair da Noite choca ao contar a história de uma família que vive em reclusão após um desastre que o longa faz questão de não deixar claro. Quando outra família chega ao local e acaba acolhida pelo “patriarca” Paul (Joel Edgerton), um clima de estranheza se instaura. Afinal, qual o limite da confiança e da própria humanidade? Ao Cair da Noite faz um excelente trabalho ao mostrar toda a desconfiança e cuidados tomados em meio a uma infecção mortal e é um dos grandes filmes de terror da última década, e faz por merecer estar nesta lista.


  • Contágio (2011), por Diego Francisco

Dirigido por Steven Soderbergh e com um elenco estelar, Contágio tem uma das melhores descrições do caos e do terror causados por uma pandemia mortal. No filme, um misterioso vírus que mata o hospedeiro em 24 horas se torna pandêmico e aterroriza o mundo inteiro. O medo de contrair a doença desconhecida faz com que as pessoas evitem sair de casa, saqueiem supermercados e outros estabelecimentos e se tornem violentas. A produção também é engenhosa ao mostrar todos os esforços da Organização Mundial da Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças para encontrar a cura o mais rápido possível, processo que vai desde a identificação de um paciente zero até o descobrimento de alguém que possua imunidade natural.


  • Os 12 Macacos (1995), por André Bozzetti

Em 2035, os humanos remanescentes vivem abrigados no subterrâneo para se proteger do ar contaminado por uma peste liberada quatro décadas antes. Para tentar salvar o mundo deste destino sombrio, o prisioneiro James Cole (Bruce Willis) é enviado em uma perigosa viagem para o passado, mais precisamente seis anos antes do surgimento do vírus, para tentar impedir a disseminação da doença. O filme foca não no combate à praga, mas sim na investigação de Cole para evitar as bilhões de mortes que ocorrerão caso ele não seja capaz de descobrir sua origem e impedir sua propagação. Os 12 Macacos conta ainda com uma atuação fantástica de Brad Pitt, como o insano Jeffrey Goines.


  • Ensaio Sobre a Cegueira (2008), por Carlos Redel

Em 2008, Fernando Meirelles adaptou a mais aclamada obra do aclamado autor português José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. Na versão cinematográfica do livro, o diretor conta a história de uma epidemia que, inexplicavelmente, deixa as pessoas cegas. Assim, enquanto ninguém está vendo, o ser humano mostra o seu pior lado — em uma metrópole como São Paulo, um dos cenários em que o filme foi gravado, o longa se mostra, também, uma crítica sobre a vida moderna, em que a linha entre o racional e a barbárie é cruzada facilmente. Uma obra forte e que, mesmo com o passar dos anos, não deixa de ser atual. Além disso, vale lembrar, o filme tem um elenco primoroso: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael García Bernal, Alice Braga, Danny Glover… Já é o bastante, né?


  • Eu Sou a Lenda (2007), por João Vitor Hudson

Will Smith estrela o filme pós-apocalíptico no papel de Robert Neville, um cientista que, aparentemente, é o único sobrevivente humano de uma epidemia que transformou as pessoas em mutantes sedentos por sangue e vulneráveis ao sol. Ao seu lado, está Sam, uma cadela que possui um valor sentimental para ali e sua fiel companheira. Neville, que vive em uma Nova York deserta, é imune ao vírus que transformou a população se espalhando pelo ar e por mordidas, mas nem ele sabe o motivo. Então, começa a fazer testes em cobaias capturadas por ele e Sam usando seu próprio sangue como um método de reversão da mutação. Eu Sou a Lenda, apesar de ser uma ficção científica com bastante ação, também faz questão de mostrar a solidão do personagem de Smith, que está de luto há anos por ter perdido sua família em meio ao caos da epidemia, e por carregar o fardo de tentar “salvar a humanidade” sendo o último resquício dela.


  • Filhos da Esperança (2006), por Pedro Kobielski

Filhos da Esperança é uma obra-prima. A impactante produção de Alfonso Cuarón narra um futuro pós apocalíptico muito peculiar: as pessoas simplesmente pararam de nascer. Com o iminente fim da humanidade, o mundo entra em polvorosa. Como ninguém nasce em 18 anos, todas as pessoas andam deprimidas por não existir futuro, todas as grandes civilizações colapsaram e a Inglaterra é a única nação em que consegue se manter relativamente bem, mas o que causa uma crise de refugiados que ficam em jaulas no meio da rua, soa familiar?Nossa história acompanha Theo Faron (Clive Owen), um ex-revolucionário que se vê obrigado a voltar à ativa para salvar a vida de Lee (Claire-Hope Ashitey), que guarda um assustador segredo. Com um elenco estrelado, uma direção matadora e uma trama chocante, Filhos da Esperança é um dos melhores filmes distópicos do século.


  • Fim dos Tempos (2008) por Paola Rebelo

Mesmo com fãs fiéis, poucas pessoas defendem a qualidade de Fim dos Tempos de M. Night Shyamalan. O diretor, que tem em seu currículo O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Dama na Água, decidiu também fazer a sua versão de como uma nova praga iria dizimar a humanidade. Lançado em 2008, no filme a natureza chegou a um limite em que não era mais possível sustentar os humanos e os danos ambientais que eles causavam. Assim, as árvores sofrem um processo evolutivo e passam a liberar no ar uma substância que faz os seres humanos cometerem suicídio — semelhante ao que fazem os monstros de Bird Box — e também os fazem se tornarem violentos. Na história, acompanhamos o professor Elliot Moore (Mark Wahlberg), sua esposa Alma (Zooey Deschanel), sua filha pequena e alguns companheiros de viagem em uma jornada para uma fazenda no interior da Pensilvânia em busca de segurança.


  • Guerra Mundial Z (2013), por André Bozzetti

Em um dia como outro qualquer, enquanto Gerry Lane (Brad Pitt) está preso no trânsito com sua esposa e duas filhas, o caos começa a se instaurar ao seu redor. Uma multidão enlouquecida tenta escapar de outras pessoas que as perseguem de forma insana e violenta. Logo descobrimos que são zumbis, e do tipo de correm feito doidos. Muitos filmes do gênero trazem explicações místicas para o fenômeno mas, algumas vezes, a origem apresentada possui uma base mais científica, como é o caso de Guerra Mundial Z. Neste filme, os zumbis possuem características semelhantes a pessoas infectadas por um vírus. Inclusive, é desta maneira que Lane, ex-agente da ONU com experiência em locais de conflito, conduz sua investigação em busca de uma cura. Até que se encontre uma solução, milhões de pessoas são contaminadas e mortas, e cidades inteiras são destruídas, devido à rápida e devastadora forma de transmissão desta epidemia.


  • A Luz no Fim do Mundo (2019), por Paola Rebelo

Escrito, protagonizado e dirigido por Casey Affleck, A Luz no Fim do Mundo é uma história sobre um pai e sua filha Rag (Anna Pnlowsky) sobrevivendo em um mundo marcado pela morte. Na trama, um vírus dizimou todas as mulheres do planeta, mas Rag misteriosamente sobreviveu, mesmo sendo apenas um bebê quando sua mãe (Elisabeth Moss) e todas as outras pessoas do sexo feminino pereceram. Para não chamar atenção para sua filha, o personagem não-nomeado de Affleck e ela vivem isolados de qualquer contato humano em casas abandonadas e florestas. O filme tem uma direção mais lenta e tem sua trama focada inteiramente nos protagonistas e no relacionamento entre eles e as dificuldades de se criar sozinho uma garota em um mundo sem referências femininas.


  • Trilogia Planeta dos Macacos (2011 – 2017), por Diego Francisco

Apesar de nunca tomar a frente da narrativa, a nova trilogia da franquia Planeta dos Macacos é uma história eficiente de como uma pandemia destruiu o mundo. Em A Origem, a empresa de biotecnologia Gen-Sys desenvolve o ALZ-113, um medicamento para curar o Alzheimer que se prova mortal em humanos enquanto deixa símios mais inteligentes. No final do filme, uma pessoa com o vírus é vista em um aeroporto pegando um voo para Paris. O Confronto se passa dez anos da pandemia causada pelo ALZ-113 dizimou a maior parte da população do planeta, apenas uma pessoa a cada 500 se mostrava autoimune. Em A Guerra, o vírus evoluiu e passou a tornar os humanos sobreviventes mudos, assim aproximando o que restou da humanidade no que é visto no Planeta dos Macacos original de 1978.


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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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