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Altered Carbon – 2ª temporada | Crítica

Altered Carbon – 2ª temporada | Crítica

Altered Carbon – 2ª temporada

Ano: 2020

Criação: Laeta Kalogridis

Elenco: Anthony MackieSimone Missick, Chris Conner, Renée Elise GoldsberryLela Loren, Dichen LachmanHayley LawWill Yun LeeDina ShihabiTorben LiebrechtJames Saito

Lá em 2018, a Netflix apostou muitas fichas em Altered Carbon, série de ficção científica baseada nos livros de Richard K. Morgan. Apesar do show não ter sido unanimidade entre crítica e público, era perceptível que havia um tremendo potencial a ser explorado ali. A primeira temporada teve um final redondo, mas a gigante do streaming decidiu renovar para um novo ano e expandir aquele universo em um longa-metragem de anime. Mas o texto aqui será sobre a segunda temporada do show, que volta mais linear, porém repetindo alguns dos mesmos defeitos.

Altered Carbon passou por uma repaginada. A nova leva de episódios se passa cerca de 30 anos depois dos acontecimentos da primeira temporada. Sai Joel Kinnaman, entra Anthony Mackie. O protagonista é o mesmo, só mudou o ator. Afinal, a mitologia da série permite que isso aconteça sem parecer forçação de barra, já que ali as pessoas trocam de corpo o tempo todo e a morte não é mais uma certeza. O Takeshi Kovacs de Mackie é mais canastrão que o de Kinnaman — e funciona melhor. Existe um humor sarcástico que agrega bem ao personagem. Além disso, a química entre o personagem e Poe (Chris Conner) é ainda melhor.

A ideia inicial do novo ano é basicamente a mesma coisa do primeiro. Um matusa contrata Takeshi Kovacs para uma investigação. A diferença aqui é que o objeto investigado é uma pessoa que está matando matusas do Mundo de Harlan, planeta natal de Kovacs e um dos muitos colonizados pela humanidade. A principal suspeita é Quellcrist Falconer (Renée Elise Goldsberry), a paixão de Takeshi que supostamente foi morta durante a revolução, cerca de 250 anos antes, mas reaparece com as memórias embaralhadas.

Altered Carbon retornou menos ousada. O primeiro ano tratava de diversos assuntos, tendo até entrado em temas religiosos adaptados para o futuro. Já no segundo, a trama se tornou simples, deixando o show desinteressante. Se, apesar dos tropeços, a temporada inicial conseguia manter o interesse do espectador graças à riqueza do universo da série e ao belíssimo visual cyberpunk, agora tudo parece mais do mesmo e não há nada inovador. Talvez esse fosse o real motivo para que quase todo o elenco fosse renovado.

Se a trama não inova, o mesmo não dá pra ser dito das cenas de ação. Houve uma grande melhora do primeiro para o segundo ano. A coreografia das lutas é inventiva e casa muito bem com os movimentos de câmera. É bom ver também que as mulheres tomam conta dessas cenas mais físicas, com destaque para Simone Missick (a Misty Knight de Luke Cage), uma caçadora de recompensas que desenvolve uma complicada relação com Takeshi Kovacs.

Mesmo com ótimas cenas de ação, Altered Carbon não empolga mais. Por mais que Anthony Mackie como o protagonista seja um pouco mais divertido que Joel Kinnaman, não é o suficiente para salvar uma história mal adaptada que tinha tudo para se tornar a próxima grande série de ficção científica (posto que fica hoje para Westworld, que está cada vez mais empolgante). Há um gancho para mais uma temporada, mas que não consegue criar grandes expectativas e não deve ficar mais que 10 minutos na memória do espectador. Caso a Netflix renove, tudo que eu espero é uma melhora na história, pois o universo de Altered Carbon é rico demais para continuar com algo tão raso.

Nota: 


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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