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Kill Bill: The Whole Bloody Affair | Conheça a versão especial de Kill Bill que Quentin Tarantino nunca lançou

Kill Bill: The Whole Bloody Affair | Conheça a versão especial de Kill Bill que Quentin Tarantino nunca lançou

Originalmente planejado como um filme único, Kill Bill foi dividido em dois volumes ao chegar aos cinemas em 2003 porque, afinal, quem ia querer ver um filme de quatro horas em uma tacada só?  Separado em dez capítulos exibidos fora de ordem, estilo que popularizou Quentin Tarantino com Pulp Fiction: Tempo de Violência, a duologia foi um sucesso de crítica e público, com o primeiro volume considerado como um dos melhores trabalhos do diretor.

Desde o lançamento da primeira parte da saga da Noiva (Uma Thurman), havia boatos de que Tarantino estaria planejando lançar as duas metades como um filme único. Kill Bill: The Whole Bloody Affair (conhecido no Brasil como O Inteiro Caso Sangrento) debutou em 2004 no Festival de Cannes de 27 de março (aniversário do diretor) a 7 de abril, antes da estreia mundial do Volume 2, com todas as exibições lotadas. Confira detalhes dessa versão especial de acordo com Germain Lussier do site SlashFilm, que atendeu uma dessas sessões:

The Whole Blood Affair, que contava com uma intermissão no meio, tinha três horas e 35 minutos (as duas versões, com créditos inclusos, somam quatro horas e sete minutos). Enquanto o original começa com a famosa frase “Vingança é um prato que se come frio”, a versão abre com uma dedicação ao cineasta Kinji Fukasaku, diretor de Tora! Tora! Tora! e Battle Royale. Depois da dedicatória, o filme é idêntico até a sequencia de anime que conta a origem da O-ren Ishii (Lucy Liu), que está totalmente ausente. Tarantino já havia falado sobre a existência de uma versão estendida da cena, que teve as partes mais violentas cortadas para evitar uma classificação maior nos Estados Unidos – a jovem O-ren Ishii espalhava os intestinos do chefe da Yakuza pedófilo.

Tudo segue idêntico até a famosa cena da Noiva contra os Crazy 88’s na Casa das Folhas Azuis. Ao invés da protagonista piscar, o filme se tornar preto-e-branco e virar colorido de novo ao final da luta, todo o conflito está completamente colorido, com novos ângulos, partes violentas e um novo encontro da Noiva com o garoto que ela espanca com a espada. Sofie Fatale (Julie Dreyfus), assistente da O-ren Ishii, perde o outro braço e o final do filme é alterado. Bill (David Carradine) não finaliza dizendo “Ela sabe que a filha dela ainda está viva?”, mas a primeira metade conclui com a Noiva dizendo “Eles estarão todos tão mortos com a O-ren” antes do intervalo.

O Volume 2 não tem nenhum título ou a introdução da Beatrix Kiddo, iniciando direto no início do capítulo seis: Massacre em Two Pines. Sem mais nenhuma grande alteração, The Whole Bloody Affair segura a revelação de que a filha da protagonista está viva até o último instante, com a audiência descobrindo isso junto com a personagem com um efeito dramático maior da protagonista realizando que toda a sua vingança pela morte da filha até aquele ponto era baseado em uma mentira.

Depois de muito tempo sem notícias, Tarantino disse que a versão seria lançada nos cinemas em 2009 com a sequência de anime estendida. Exibições começaram em 2011 e uma suposta arte oficial da capa do DVD vazou na internet:

Apesar de toda a atenção recebida em 2011, a versão nunca foi lançada oficialmente para o público – apesar de edições feita por fãs seguindo os cortes estarem disponíveis na internet. Com Quentin Tarantino planejando uma versão de quatro horas de Era Uma Vez em Hollywood (que pode explicar se Cliff Booth matou a esposa ou não) e a versão estendida de Os Oito Odiados dividida em série estar disponível na Netflix americana, é de se esperar que Kill Bill: The Whole Bloody Affair seja lançado algum dia.

Com um orçamento de US$ 30 milhões, os dois volumes juntos arrecadaram US$ 333 milhões mundialmente. Ainda é incerto se o esperado Volume 3 será produzido uma vez que Tarantino diz se aposentar depois de seu décimo filme.


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Estudante de jornalismo, tem 21 anos e é assistidor de séries semi profissional. Viciado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, slashers e musicais, adora cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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