Sala Crítica
Destaque Especiais Filmes

Star Wars: 12 momentos constrangedores da franquia

Star Wars: 12 momentos constrangedores da franquia

Todos amamos a franquia Star Wars! A saga vem acompanhando gerações e, toda vez que um filme novo é anunciado, o mundo inteiro aguarda ansioso para poder ir ao cinema e assistir ao novo capítulo da obra criada por George Lucas.

No entanto, mesmo com tanto hype e com fãs fiéis, a franquia Star Wars já nos presenteou com momentos vergonhosos e irritantes.

Por isso, depois de tanto exaltarmos a saga, decidimos, agora, falar um pouquinho mal.

Confira os 12 momentos constrangedores da franquia Star Wars, de acordo com a redação do Sala Crítica:


  • A morte de Boba Fett, por Carlos Redel

Boba Fett em Star Wars: O Retorno de Jedi

Boba Fett se tornou um dos personagens mais queridos pelos fãs de Star Wars, apesar de não ter feito nada de tão relevante para isso. Provavelmente, o seu visual descolado e seu jeito misterioso tenha colaborado para criar essa mística em torno do personagem, considerado um dos melhores caçadores de recompensas da galáxia. No entanto, para selar o quão o mandaloriano era pouco importante para a saga, ele teve uma morte humilhante em Star Wars: O Retorno de Jedi. No longa, Boba Fett acaba caindo da prancha da nave do Jabba e é engolido por um monstro de Sarlacc, que é literalmente um buraco no chão. Foi patético.


  • Ewoks derrotando os Stormtroopers, por Diego Francisco

Star Wars: O Retorno de Jedi

Não é surpresa pra ninguém que os stormtroopers têm a pior mira da ficção. Tirando na Ordem 66 e em alguns raros momentos, eles dificilmente foram letais. Mas mesmo com isso em mente, é difícil de engolir a vergonha que os soldados passaram em O Retorno de Jedi quando foram humilhados por ewoks, ursinhos de 30 centímetros, em Endor. Armados com paus e pedra, os ewoks conseguiram dominar os stormtroopers armados com blasters, AT-STs e speeders, afinal, nada supera um bom trabalho em equipe. Originalmente, era pra batalha final acontecer em um planeta de wookies, raça de Chewbacca. O que mudou? George Lucas tinha imaginado o confronto entre wookies e o Império no final do primeiro filme, com os wookies sendo bem primitivos. Mas como o orçamento não permitia, ele deixou apenas o Chewbacca no filme e como o personagem tinha evoluído bastante, a ideia original dele não funcionaria então ele trocou os wookies por ewoks. Grande George Lucas


  • As Midi-chlorians, por Carlos Redel

Star Wars: A Ameaça Fantasma

Star Wars: A Ameaça Fantasma é um dos filmes menos queridos pelos fãs de Guerra nas Estrelas, por vários motivos. No entanto, um dos principais elementos que causaram estranheza — para não dizer ódio — no público foi o conceito das Midi-chlorians. Mas, afinal, o que são as Midi-chlorians? Criadas por George Lucas, elas são formas de vida inteligentes e microscópicas que vivem simbioticamente com todos os seres vivos em que residem e os permitem se comunicar com a Força. O que deixou os fãs mais irritados foi que esse conceito científico do uso da Força é algo que antagoniza o que foi visto na trilogia clássica, em que ela era uma espécie de religião, um poder místico. As Midi-chlorians foram mencionadas pela primeira vez por Qui-Gon Jinn, mestre de Obi-Wan, ao pedir a seu Padawan a realização de um exame de sangue para saber a contagem desses organismos em Anakin. E, para sua surpresa, o menino possuía a maior contagem já vista, cerca de 20.000, mais até que o próprio Mestre Yoda. Por conta disso, Qui-Gon acreditava que Anakin era o Escolhido, aquele que traria equilíbrio à Força. Ao descobrir que Skywalker não teve pai, ele acreditou que o garoto tinha sido gerado pelas Midi-chlorians.


  • Jar Jar Binks, por André Bozzetti

Star Wars: A Ameaça Fantasma

A trilogia original de Star Wars se caracteriza por possuir dezenas de personagens fantásticos e absolutamente carismáticos. Mesmo alguns que nem possuem muito tempo de tela, acabaram ficando marcados em nossa memória. Era de se esperar que as prequels repetissem esse feito. Bom, diríamos que não foi bem o que aconteceu. Não vamos dizer que falharam completamente, mas o espaço dado a Jar Jar Binks em Episódio I: A Ameaça Fantasma, praticamente ofuscou os poucos acertos daquele filme. Jar Jar deveria ser uma espécie de alívio cômico, mas o nível de suas piadas é equiparável aos piores momentos de A Turma do Didi. Ele é inserido e consegue estragar até mesmo as cenas de ação, incluindo a principal batalha presente no filme. É constrangedor ver aquela criatura ocupando o mesmo espaço de tela que Liam Neeson, Natalie Portman e Ewan McGregor. Pior ainda foi o destino dado a ele nas continuações, nas quais ele ganha funções diplomáticas e, depois, até uma cadeira no Senado. Por favor, quem colocaria um idiota completamente despreparado em uma função tão importante? Ah… deixa pra lá.


  • Romance de Anakin com Padmé, por Diego Francisco

Star Wars: O Ataque dos Clones

Pois bem, o ‘romance’ trágico entre Anakin Skywalker e Padmé Amidala foi introduzido de qualquer forma em A Ameaça Fantasma – não ajudava que a jovem rainha era cinco anos mais velha do que o interesse amoroso, que tinha nove anos quando se conheceram. Em O Ataque dos Clones, os pombinhos estão mais velhos (e numa idade mais apropriada para o romance), mas o relacionamento dos dois é uma das coisas mais não-convincentes da saga. O diálogo é péssimo (“Eu não gosto de areia, é áspera, irritante e fica em todo lugar”), os atores não têm química alguma e Hayden Christensen, na época, era um péssimo ator. Padmé ignorava as repetidas investidas do Padawn e quando ela finalmente se apaixonou… não dava para acreditar. Nem mesmo a noção de romance proibido, uma vez em que Jedis não podem se apaixonar, conseguiu salvar. O namoro dos dois ficou melhor em A Vingança dos Sith, mas em uma franquia com Han Solo e Leia Organa, apenas aceitável não é o suficiente.


  • A morte de Padmé Amidala, por Pedro Kobielski

Padmé morre em Star Wars: A Vingança dos Sith

A trilogia prequel não é lembrada com muito carinho pelos fãs. Produzida por um George Lucas aparentemente envergonhado de seu trabalho com a trilogia original, os episódios I, II e II trouxeram uma série de revisões da mitologia, e inclusão de subtextos pseudo-científicos e políticos que eram ausentes nos filmes clássicos. Apesar disso, A Vingança dos Sith foi recebido com mais boa vontade que os demais — o que não o impediu de apresentar um dos momentos mais constrangedores de toda a franquia. Logo após Obi Wan derrotar Anakin e o deixar à beira da morte, Padmé entra em trabalho de parto. Apesar de não possuir nenhuma complicação clínica, os robôs enfermeiros reportam que ela está falecendo por ter “perdido a vontade de viver”. E assim ela morre, sem qualquer explicação plausível, apenas a tristeza por ter visto Anakin se corromper pelo lado Sombrio da Força. Uma tristeza de roteiro…


  • Luke decide matar o jovem Ben Solo, por Gabryel Nunes

Ben Solo em Star Wars: A Ascensão Skywalker

A terceira parte da saga trouxe um novo vilão: Kylo Ren, ou Ben Solo, antes de ir para o lado negro. Filho de Leia e Han, o jovem foi deixado aos cuidados de Luke para ser ensinado no caminho da Força e aumentar as fileiras de Jedis protetores do universo. Entre o jovem Ben e o malvado Kylo, o personagem de Luke foi queimado por uma decisão de roteiro, para que o novo lorde Sith tivesse uma origem crível. Luke sente que Ben poderia se virar para o lado Sombrio e resolve matá-lo antes que isso aconteça. Sim, Luke Skywalker, o mesmo que dava a Darth Vader o benefício da dúvida — ainda poderia haver algo de bom dentro dele — hesitando em enfrentá-lo. Luke foi reduzido a um remendo narrativo, tendo sua essência destruída pra servir ponte a um personagem fraquíssimo.


  • Han Solitário, por Gabryel Nunes

Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo é, facilmente, um dos personagens mais icônicos de Star Wars. Tanto que recebeu um filme próprio. A ideia era questionável, e a execução se provou desnecessária. Um dos momentos mais vergonhosos do filme é a cena em que Han recebe seu sobrenome: ao se alistar na Frota Imperial, é questionado acerca de seu sobrenome pelo recrutador, e Han responde que está sozinho e não tem família. No maior estilo ‘tiozão’, o oficial crava: Han Solo. O filme tentou responder a uma pergunta que nunca foi feita, e conseguiu fazer isso de uma forma patética e esquecível.


  • Leia em A Ascensão Skywalker, por Pedro Kobielski

Leia em Star Wars: A Ascensão Skywalker

J.J. Abrams prometeu muitas coisas aos fãs sobre o Episódio IX. Uma dessas promessas era a de que a morte de Carrie Fisher não atrapalharia em nada o desenvolvimento da produção. Algo que todos podemos concordar que não foi cumprida, já que a participação da General Leia Organa se resumiu a um arremedo de sobras de gravação dos filmes anteriores (inclusive, com frases repetidas), que em nada honra o perfil ativo e dedicado de Carrie que pôde ser observado nos filmes anteriores. Após falecer repentinamente pouco antes das gravações do derradeiro episódio da saga Skywalker, a atriz deixou não apenas os fãs enlutados, mas toda a produção do filme em uma saia justa. Como encerrar uma das maiores franquias do cinema sem uma de suas personagens principais? A solução encontrada foi resgatar trechos das filmagens anteriores e encaixá-las especialmente no primeiro ato, onde o ‘treinamento’ de Rey é concluído. O que vemos são apenas frases genéricas e uma estranha sensação de déjà-vu. Pior do que isso, apenas a sua morte: assim como Han Solo e Luke, Organa se sacrifica para distrair o vilão Kylo Ren e permitir que a mocinha Rey complete sua missão. Um final nada digno para uma das maiores personagens da cultura pop.


  • Poe Dameron, o Fragmentado, por André Bozzetti

Poe Dameron em Star Wars: A Ascensão Skywalker

Poucos personagens simbolizam tão bem a colcha de retalhos que se tornou a nova trilogia do que o piloto/general/contrabandista Poe Dameron. Poe surgiu em O Despertar da Força como um exímio piloto da Resistência. Dessa forma, ele conheceu Finn, um desertor das tropas da Primeira Ordem, e acabaram se tornando grandes amigos. Mas parece que a porção de fãs mais conservadores (na verdade, o termo correto seria homofóbicos), considerou que eles ficaram amigos demais, algo que poderia sugerir um romance entre os dois, e isso acendeu um sinal de alerta nos produtores. Após uma transição justificável para um cargo de mais responsabilidade em Os Últimos Jedi, a transformação de Poe em A Ascensão Skywalker foi algo extremamente bizarro. No Episódio IX, além de surgir um passado de contrabandista nunca antes mencionado, sua própria personalidade mudou, principalmente no que diz respeito à forma de tratar as mulheres. O capítulo final da saga da família Skywalker mostra um Poe Dameron meio galã-canastrão, tentando fazer dele uma espécie de novo Han Solo. Tudo para ninguém ter aquela ideia, assustadora para alguns, de Poe e Finn serem mais do que amigos.


  • Rey Palpatine, por Diego Francisco

Star Wars: A Ascensão Skywalker

O mistério dos pais de Rey foi uma das maiores perguntas deixadas por O Despertar da Força. Seria Luke Swywalker? Han Solo? Obi-Wan Kenobi? Eram muitas opções prováveis e os fãs passaram dois anos criando teorias, até que Rian Johnson conseguiu fazer todos errarem com Os Últimos Jedi. Depois da cena em que os dois se juntam para derrotar Snoke e a Guarda Pretoriana, Kylo Ren revela para Rey a aguardada verdade dos pais dela: dois bêbados que a venderam e a abandonaram por dinheiro de bebida. Apesar de ser divisiva, a resposta era perfeita. Tirava o foco da franquia da questão de hereditariedade e se encaixava no tema do episódio VIII de que a Força pode aparecer em qualquer lugar, até mesmo nos cantos mais esquecidos da galáxia. Mas, com a reação negativa dos fãs mais insuportáveis da saga, J.J. Abrams achou prudente voltar atrás e a Rey, agora, tem pedigree. Kylo Ren revela que os pais dela, de fato, eram ninguém – mas não o avô dela. Rey é neta do Imperador Palpatine e existe para ser um novo corpo do tirano mais temido da República. E nem se anime com a possibilidade do Palpatine ter se dado bem com alguma mulher, o ‘filho’ do Imperador é apenas um clone dele que deu errado.


  • Beijo de Kylo Ren e Rey, por Carlos Redel

Beijo entre Kylo Ren e Rey

Star Wars: A Ascensão Skywalker tomou uma série de decisões controversas — para não dizer covardes. No entanto, um dos momentos mais constrangedores do Episódio IX foi o beijo entre Kylo Ren e Rey, no final da batalha contra Palpatine — que foi uma cópia descarada de Vingadores: Ultimato, mas ok. Na ocasião, a mocinha gasta toda a sua energia para derrotar o Imperador — que é seu avô, pois é — e acaba morrendo. Assim, o ex-vilão Ben Solo, o Kylo Ren, chega para salvar a menina Palpatine e utiliza o poder de cura recém-descoberto para trazer a heroína de volta. Logo após ela ressuscitar, eles se beijam e o neto do Darth Vader morre. E some. Sim, depois de ter assassinado o próprio pai, ser responsável pelas mortes de Luke e Leia, além de ter ceifado a vida de outras tantas pessoas, Kylo Ren termina a sua jornada ganhando um beijo da mocinha e sendo apontado como herói. Então tá, né. Desperdício de um vilão que poderia ter sido épico…


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Siga a gente no Instagram!

The following two tabs change content below.
Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *