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A saga Star Wars, do pior ao melhor filme

A saga Star Wars, do pior ao melhor filme

Star Wars é, sem dúvidas, um dos maiores fenômenos pop da história. A saga idealizada por George Lucas foi criada há mais de 40 anos e segue mais atual do que nunca, mantendo os fãs das décadas passadas e conquistando novos todos os dias. A franquia é tão importante que tem até o seu próprio dia no ano: o 4 de maio. No entanto, mesmo com todo esse sucesso, os filmes de Guerra nas Estrelas não são unanimidades — na verdade, os fãs da saga são os principais críticos das produções. E como a redação do Sala Crítica gosta de uma polêmica, decidiu ranquear todos os filmes da franquia — inclusive, o recente A Ascensão Skywalker —, do pior ao melhor.

Para chegar à nota média, todos os integrantes do site deram as suas notas e, após, elas foram somadas e dividias pelo número de votantes.

Confira (e que a Força esteja com você):


  • 11º – Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999), por Paola Rebelo – Média geral: 3,6

Provavelmente, o filme mais mal conceituado entre os fãs da franquia, o primeiro episódio é o início de uma trilogia de origem, que mostra como os caminhos de Anakin Skywalker (Jake Lloyd) e dos jedi Qui-Gon Jinn (Liam Nesson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) se cruzaram. A Ameaça Fantasma foi o retorno de Star Wars ao cinema após 16 anos desde a estreia de O Retorno de Jedi. No entanto, os fãs não gostaram da nova abordagem de George Lucas para com a franquia, e hoje ele se encontra com apenas 53% de aprovação no tomatômetro do Rotten Tomatoes. O filme trouxe elementos novos para o universo de Star Wars, que se tornaram memoráveis para o público, porém não de maneira positiva, tais como as famigeradas midi-chlorians. No caso de Jar Jar Binks (interpretado por Ahmed Best), criado para ser alívio cômico do filme, o personagem se tornou tão odiado que hoje em dia pipocam teorias na internet sobre ele ser o verdadeiro vilão da saga.


  • 10º – Star Wars: O Ataque dos Clones  (2002), por Diego Francisco – Média geral: 4,5

Depois da catástrofe que foi A Ameaça Fantasma, não precisava de muito para fazer um filme melhor. E por mais que O Ataque dos Clones seja superior ao seu antecessor, o episódio ainda deixa a desejar. Crescido, Anakin (agora vivido por Hayden Christensen) se tornou um jovem impulsivo, prepotente e mimado, passando o filme inteiro reclamando das coisas que o Obi-Wan não o deixa fazer. Enquanto a história seja interessante, com toda a subtrama da criação dos clones, a preparação para a aguardada Guerra Clônica e a presença do Conde Dookan (Christopher Lee) como vilão, O Ataque peca em diversos aspectos. O Episódio II se apoia bem mais no CGI com ambientes totalmente digitais e pouco convincentes; com a exceção de Ewan McGregor, todos os atores estão desperdiçados com Christensen sendo a cereja do bolo no quesito atuações ruins e o romance entre Anakin e Padmé (Natalie Portman) é muito forçado, mal desenvolvido e, provavelmente, a parte mais sofrível do longa. Mas, ei, aquela cena dos jedi na arena enfrentando os droids é tudo de bom, né?


  • 9º – Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019), por Carlos Redel – Média geral: 5

Após os eventos de Os Últimos Jedi, em que Rian Johnson ousou e levou a franquia por um novo caminho, democratizando a Força, a Disney decidiu ouvir os fãs que não gostaram de ser desafiados e, praticamente, ignorou o segundo longa da nova trilogia, trazendo J.J. Abrams de volta. Com o retorno do diretor, responsável pelo bom — mas pouco inovador — O Despertar da Força, a maioria dos conceitos desenvolvidos por Johnson foram descartados, com uma história mal escrita e apressada. Além de resolver o mistério dos pais da Rey (que já estava finalizado) de uma maneira covarde, Abrams e o roteirista Chris Terrio (de Batman vs Superman, pois é) inserem diversos diálogos ruins e expositivos no longa, bem como utilizar incansavelmente de um mesmo recurso narrativo, destruindo qualquer grau de urgência no filme. Além disso, A Ascensão Skywalker traz a última aparição de Carrie Fisher na franquia, mas, infelizmente, a inserção da atriz não funcionou bem, uma vez que a General Leia está na tela apenas para falar algumas frases curtas e desconexas. Uma pena. O fim da Saga Skywalker (será?) merecia mais.


  • 8º – Han Solo: Uma História Star Wars  (2018), por André Bozzetti – Média geral: 5,8

Desde o início, a ideia de um filme sobre Han Solo não foi bem recebida por grande parte dos fãs da franquia. Alguns eram contra por considerarem que Harrison Ford era insubstituível no papel. Outros por quererem que o filme de Obi Wan Kenobi fosse produzido antes. E outros simplesmente porque são contra qualquer coisa nova que se produza no universo Star Wars. A produção parece ter sido contaminada por este sentimento caótico e passou por todo tipo de problemas. Discordâncias sobre o tom da narrativa – que levaram à troca de diretor  – refilmagens, aulas de atuação para o protagonista e muito mais. Tudo indicava que o filme seria um desastre. Mas não foi o que se viu na tela. Han Solo se tornou um faroeste espacial muito bem resolvido. Além de presentear os fãs com a reconstituição de vários momentos históricos citados na trilogia original, o CGI fantástico proporcionou algumas das melhores cenas de batalhas espaciais, com a Millennium Falcon protagonizando momentos empolgantes. Infelizmente, o alto custo da produção e a baixa receptividade do público fizeram com que o lucro atingido ficasse muito aquém do esperado, alterando inclusive o planejamento da Disney para outras produções que seriam realizadas.


  • 7º – Star Wars: A Vingança dos Sith  (2005), por Luna Rocha – Média geral: 8

A Vingança dos Sith faz parte da segunda trilogia de filmes da série Star Wars e é, de longe, o melhor dos três que compõem a saga que acompanha Anakin Skywalker no processo de se transformar em Darth Vader, o vilão mais famoso do mundo. Diferente dos episódios I e II, o terceiro não tem tanta enrolação de roteiro, indo direto ao ponto e, com isso, desenvolvendo uma trama muito mais atraente que seus anteriores. O enredo foi esboçado por George Lucas em 1973, ou seja, antes mesmo do lançamento de Uma Nova Esperança, que foi a primeira obra a chegar nas telas, porém, ainda faltavam detalhes para arrematar a trama, por isso o longa acabou sendo lançado tanto tempo depois. A história do filme se desenrola três anos após o começo das Guerras Clônicas, em um momento em que o Conselho Jedi delega ao Mestre Obi-Wan Kenobi a tarefa de executar o comandante do Exército Separatista, para que o confronto pudesse chegar a um fim, entretanto, em paralelo, Anakin, discípulo de Kenobi, passa a se envolver nas ideologias do Supremo Chanceler da República Galáctica, colocando em risco não apenas seus antigos companheiros Jedi, como também sua própria reputação e caráter ao se tornar um Sith.


  • 6º – Star Wars: O Retorno de Jedi (1983), por Diego Francisco – Média geral: 8,1

A tão esperada conclusão da trilogia original pode não ter conseguido alcançar os ápices do épico O Império Contra-Ataca, afinal, todos os filmes lançados depois não chegaram nem perto, mas O Retorno de Jedi continua sendo um final ótimo para a jornada de Luke (Mark Hamill), Leia (Carrie Fischer) e Han Solo. Mesmo que o enredo de destruir a Estrela da Morte ter sido reciclado (que, na verdade, era o final original da saga e a cena em Uma Nova Esperança foi inserida lá porque acharam que o filme não ia fazer sucesso,) os ewoks serem controversos e o plano para resgatar Leia e o Han do Jabba seja desnecessariamente complexo, existem momentos aqui que ficam entre os mais icônicos da saga inteira. O confronto final entre Luke, Darth Vader e o Imperador (Ian McDiarmid) é um clímax simplesmente fantástico e Vader voltando para o Lado Luminoso da Força emociona toda vez. O Retorno de Jedi é um final sensacional para uma trilogia que até hoje marca gerações.


  • 5º – Star Wars: O Despertar da Força (2015), por Diego Francisco – Média geral: 8,3

Depois da trilogia prequel ter sido, no mínimo, questionável (apesar de A Vingança dos Sith ser ótimo), os fãs de Star Wars ficaram quase 10 anos sem novas notícias, até que a Disney comprou a LucasFilm e anunciou uma nova trilogia da saga. Com direção J.J. Abrams, que já tinha revitalizado a franquia Star Trek nos cinemas, O Despertar da Força foi um estouro. Com um ritmo eletrizante, novos personagens extremamente carismáticos, retornos excelentes de conhecidos da trilogia clássica e efeitos visuais muito bem feitos, Star Wars voltou à forma com tudo. Daisy RidleyJohn BoyegaOscar Isaac e Adam Driver são todos atores excelentes e conferem o carisma e profundidade necessária para os seus personagens. Enquanto, de fato, o enredo do filme siga as mesmas batidas de Uma Nova Esperança, o Despertar da Força traz o suficiente para se sustentar por contra própria e se classificar entre os longas mais divertidos de Star Wars. 


  • 4º – Star Wars: Uma Nova Esperança (1977), por Carlos Redel – Média geral: 8,6

O filme que mudou tudo. O começo da maior saga da cultura pop. No final dos anos 1970, George Lucas revolucionou o cinema ao levar o mundo para uma galáxia muito, muito distante. Dentro da já estabelecida jornada do herói, Lucas conseguiu inovar, trazendo efeitos especiais até então nunca vistos no cinema e um universo extremamente rico em detalhes, com personagens carismáticos e envolventes. Além disso, o filme trouxe elementos de sucesso, que ficaram impregnados no imaginário do público, como sabres de luz, naves espaciais e o maior vilão de todos os tempos: Darth Vader (James Earl Jones). E o mais impressionante é que mais de 40 anos depois, Uma Nova Esperança segue funcionando e impressionando. Mesmo que o longa não seja o melhor da saga, é o mais importante da franquia — e um dos filmes mais relevantes da história.


  • 3º – Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), por Carlos Redel – Média geral: 8,9

Depois de um burocrático e pouco corajoso O Despertar da Força (que, apesar disso, é um bom filme), de J.J. Abrams, a franquia principal de Guerra nas Estrelas foi entregue para Rian Johnson. Assim, chegou aos cinemas Os Últimos Jedi, subvertendo toda a lógica pré-estabelecida da saga, expandindo o universo criado por George Lucas e democratizando a Força, desvinculando-a da família Skywalker para mostrar que qualquer um pode fazer a diferença, até mesmo uma ninguém como a Rey — o que tinha sido grande acerto, uma pena que a Disney não teve coragem de manter. No entanto, toda essa inovação proposta por Johnson não agradou à maioria dos fãs, que não gostaram do conservadorismo do longa anterior, mas também não quiseram abraçar o novo. Esteticamente incrível e ousado na medida certa, Os Últimos Jedi não é apenas um ótimo filme, como também um dos melhores da franquia Star Wars.


  • 2º – Rogue One: Uma História Star Wars  (2016), por Luna Rocha – Média geral: 9

Dentre os últimos lançamentos da franquia Star WarsRogue One foi o que recebeu melhor aceitação do público que acompanha a saga. Tendo em vista que o filme foi criado como uma espécie de fan service, conquistar a simpatia dos exigentes seguidores de Guerra nas Estrelas é uma proeza a ser levada em consideração hoje em dia. A ideia para o roteiro surgiu de um ponto que facilmente passa despercebido por quem não é fã da principal obra de George Lucas; no início de Star Wars: Uma Nova Esperança, o resumo em letreiro mostra parte da história que não estava presente em cenas no filme, contando que a Rogue One havia usurpado os planos da Estrela da Morte, concedendo à Aliança Rebelde mais uma possibilidade de agir. Mas, para todos que pegaram o bonde andando por praticamente 38 anos, não ficava claro do que se tratava Rogue One, e por isso o esclarecimento tardio foi muito bem-vindo. O filme desenvolve bem sua trajetória e personagens e, apesar de ter atores que já estão na indústria cinematográfica há um tempo significativo, eles não eram marcados por outros papéis, fazendo então com que não soasse como se o longa devesse se sustentar na fama de terceiros pelo hype, o que ajuda a trazer foco para a história. Entretanto, nem tudo foi tão aclamado, há pessoas que reclamaram dos rostos criados em CGI dos personagens Leia Organa e Moff Tarkin, que eram para ser uma surpresa boa, mas não conseguiram agradar a todos.


  • 1º – Star Wars: O Império Contra Ataca (1980), por João Vitor Hudson – Média geral: 9,5

Após o mundo conhecer o fantástico universo de Star Wars três anos antes, Irvin Kershner dirigiu, em 1980, aquele que é um dos filmes mais lembrados de todos os tempos: O Império Contra-Ataca. A saga de Luke Skywalker como um Jedi continua no segundo filme da franquia que, posteriormente, ganhou a numeração de Episódio V. Darth Vader continua seus planos para dizimar a Aliança Rebelde, após perder a Estrela do Morte no final do filme anterior, e agora a única esperança é que Luke aprenda como ser um Jedi e derrotar o Sith mais poderoso vivo. Momentos clássicos como o treinamento de Luke com seu tutor Yoda, a traição de Lando Calrissian (Billy Dee Williams), o congelamento de Han Solo na carbonita e o clássico “Eu sou seu pai” se destacam no longa que marcou a primeira geração de fãs de Star Wars — vale lembrar que, até hoje, o filme é considerado por muitos como o melhor da franquia. Por isso, O Império Contra-Ataca garantiu o primeiro lugar em nosso ranking.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. Gente , Os Últimos Jedi não só é um dos piores filmes da saga, perdendo apenas pra Han Solo, como também é um dos PIORES filmes que já vi na minha vida, sou muito fã, assisti no meu aniversário no cinema e quase saiu da sala, decepcionante, tirou a credibilidade da lista.

  2. Quem fez essa lista só pode ser louco ou não ter visto os filmes direito.

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