Sala Crítica
Críticas Destaque Filmes TV e streaming

A Missy Errada | Crítica

A Missy Errada | Crítica

A Missy Errada (The Wrong Missy)

Ano: 2020

Direção: Tyler Spindel

Roteiro: Chris Pappas, Kevin Barnett

Elenco: David Spade, Lauren Lapkus, Nick Swardson, Sarah Chalke, Molly Sims, Geoff Pierson, Jackie Sandler, Rob Schenider, Chris Witaske, Jorge Garcia, Vanilla Ice.

A turma de Adam Sandler ataca novamente. Embora o astro não apareça em A Missy Errada, boa parte de sua trupe está presente, inclusive sua esposa. E como esperado de um filme da Happy Maddison, trata-se de uma comédia romântica pastelão, sem qualquer pretensão de ser levada à sério; dessa vez, contudo, com dose extra de escatologia.

O filme conta a história de Tim Morris (David Spade), vice-presidente de um banco que está disputando uma promoção com Jess ‘Barracuda’ Sheppard (Jackie Sandler), e tem a oportunidade de decidir seu futuro num retiro da empresa no Havaí. Ao mesmo tempo, Tim tem dificuldades na sua vida amorosa: separado de sua noiva, teve um desastroso encontro às cegas com Melissa (Lauren Lapkus) — bela, perturbada e do bar. Tim também tem um encontro casual com outra Melissa — essa interpretada por Molly Sims — modelo, graduada em uma universidade de ponta, com gostos parecidos com o dele e psicologicamente normal, acaba encantando o protagonista.

Convencido por seu amigo Nate (Nick Swardson) — que definitivamente não conhece a palavra privacidade — de que levar sua nova paixão para o retiro melhoraria suas chances com o chefão Jack Winstone (Geoff Pierson), Tim convida Melissa para acompanhá-lo na viagem, e quando percebe que chamou a Melissa errada, já é tarde demais.

É nesse contexto que a história se desenrola. A Missy de Lapkus é alguém que não se prende a conceitos sociais, gosta de se divertir, fala pelos cotovelos e faz o que dá na telha; um total oposto à Missy de Sims. Vemos essa antítese pelos olhos de Tim, que fica extremamente incomodado com as atitudes de sua acompanhante acidental, e a direção do filme é extremamente competente nesse ponto: conseguimos sentir a vergonha alheia do personagem, sofrendo junto com ele a cada interação desastrosa de Melissa com seus colegas de trabalho — ou com seu chefe. Para adicionar tempero na mistura, Julie (Sarah Chalke), ex de Tim, está no retiro acompanhando seu novo companheiro Rich (Chris Wistake).

O filme foge pouco dos clichês do gênero, com destaque positivo para a atuação de David Spade, que sai da sua zona de conforto para interpretar um homem mais velho e inseguro, que cresce emocionalmente mesmo em uma comédia escrachada. O destaque negativo vai para a transição do tipo de comédia, excedendo o limite do pastelão e entrando no escatológico. Piadas com pum e cocô são comuns em produções da Happy Maddison, mas com a A Missy Errada acaba perdendo um pouco a mão nesse quesito, gerando certo desconforto nos momentos errados.

A comédia da Happy Maddison parece estacionada no começo dos anos 2000, e isso se evidencia pelas participações especiais nessa obra; o que não é algo negativo se feito do jeito certo. A cena de Tim no avião que vai para o Havaí arranca risadas com a mera aparição do ator convidado.

Dificilmente, um filme de comédia gera grandes expectativas, e nesse caso não é diferente: uma obra mediana, com um elenco repleto de rostos familiares e um roteiro que não surpreende. O resultado não é ruim, mas também não é tão bom, e A Missy Errada não entra no alto panteão da produtora — que possui títulos como As Branquelas, Como se Fosse a Primeira Vez e o maior clássico cult da história, Click — sendo um bom passatempo que não traz nada de novo à festa.

Nota:


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Siga a gente no Instagram!

The following two tabs change content below.
Ator, escritor, diretor e roteirista, Gabryel é ruim em todas essas coisas. Crítico por natureza, adora reclamar de tudo, e é fã de filmes que ninguém tem paciência pra assistir. Carrega a convicção de que Click é um clássico cult e quem discorda é clubista.

Comments

  1. Maurício de Souza - 15 de maio de 2020 at 10:41 - Responder

    Muda coisinha ali, muda coisinha aqui. Mas no final é igual a todos os outros do gênero; não que seja ruim, pois cada um prefere seu gênero de filmes. Parabéns pela crítica meu querido amigo !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *