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12 atores que Hollywood tentou fazer acontecer, mas fracassaram

12 atores que Hollywood tentou fazer acontecer, mas fracassaram

Hollywood é a terra da oportunidade, mas são poucos que realmente conseguem fazer um sucesso estável no cinema e na TV.

Existem sempre aqueles atores e atrizes que tem um pico na carreira com diversos papéis de destaque e, depois, caem no esquecimento ou são reduzidos a projetos sem relevância.

Hoje, prestigiamos 12 estrelas que Hollywood tentou fazer acontecer, mas não deram certo.


  • Josh Hartnett, por Carlos Redel

Após surgir com potencial no final dos anos 1990, com Halloween H20: Vinte Anos Depois, Prova Final e As Virgens Suicidas, Josh Hartnett entrou na década seguinte encabeçando grandes projetos, como Pearl Harbor e Falcão Negro em Perigo. No entanto, a sua jornada por blockbusters foi findando e o ator começou a estrelar filmes menores, mas ainda com alguma relevância, como Divisão de Homicídios, ao lado de Harrison Ford, em 2003, Xeque-Mate e Dália Negra, em 2006, e 30 Dias de Noite, em 2007. Após, Hartnett empilhou projetos duvidosos e pouco conhecidos, deixando, de vez, o primeiro (e até o segundo) esquadrão de Hollywood. Em 2014, voltou a ter algum destaque na série Penny Dreadful, mas nada comparado ao passado do ator.


  • Hayden Christensen, por João Vitor Hudson

Antes de se imortalizar como Anakin Skywalker, em Star Wars: Episódio II – O Ataque dos Clones, Christensen não teve um grande papel, mas um personagem pequeno em As Virgens Suicidas levou o ator para uma das maiores franquias do cinema. Depois de Anakin, parecia que Hollywood tinha encontrado seu mais novo astro, mas, após o fim da trilogia prequel, Christensen se tornou um daqueles atores que sempre vemos fazer sucesso quando criança e viram adultos esquecidos pelo público. Em 2008, ele até protagonizou uma ficção científica, Jumper, que fez um relativo sucesso e tinha a intenção de virar franquia, mas não foi o que aconteceu. A última década foi bem complicada para sua carreira, cujo trabalho mais relevante foi em O Imperador, um épico barato que Christensen estrelou ao lado de Nicolas Cage. Não precisa dizer mais nada.


  • Garrett Hedlund, por João Vitor Hudson

Nome que veio de uma carreira de modelo, Garrett Hedlund teve seu primeiro papel logo em uma superprodução, Troia, de 2004, como um primo de Aquiles, protagonista vivido por Brad Pitt no épico. No ano seguinte, veio seu primeiro papel de destaque no filme Quatro Irmãos, onde atuou ao lado Mark Whalberg e era um dos quatro irmãos do título. Então, sua carreira parecia que ia decolar: veio Eragon, Sentença de Morte (dirigido por James Wan e estrelado por Kevin Bacon) e Tron: O Legado, sua maior aposta em Hollywood até então. Eragon foi um fracasso que tornou suas continuações inviáveis, e Tron: O Legado não foi a retomada que a Disney almejava para a franquia. Desde então, Hedlund decidiu trabalhar em filmes menores como os ótimos Na Estrada e Inside Llewyn Davis: A Balada de um Homem Comum, e tentou retomar o sucesso como o Capitão Gancho de Peter Pan, da Warner Bros., que gerou um prejuízo enorme para o estúdio. Não foi dessa vez, Hedlund.


  • Alex Pettyfer, por Pedro Kobielski

É de certa forma preconceituoso dizer isso, mas apenas a beleza explica o sucesso de algumas pessoas. Alex Pettyfer não possui nenhum talento reconhecível, a não ser o rostinho bonito e a barriga de tanquinho. Começando como modelo e depois indo para a atuação (outras pessoas dessa lista tem essa trajetória, temos um padrão aqui?), Pettyfer começou sua carreira na adaptação da saga literária Alex Rider: Operação Stormbreaker, onde interpretava o personagem-título. Depois disso, participou de produções com grande projeção, como Eu Sou o Número Quatro, Magic Mike e O Preço do Amanhã, onde sua beleza só era tão chamativa quanto sua péssima atuação. Desde 2017, o ator não é creditado em projetos expressivos. Parece que sua carreira atingiu o máximo possível para uma pessoa bonita e sem talento.


  • Katherine Heigl, por João Vitor Hudson

Grey’s Anatomy é, sem dúvida, um sucesso. A série médica bomba desde seu lançamento, em 2005, e serviu de escola para muitos atores e atrizes em começo de carreira. A modelo e atriz Katherine Heigl foi uma delas. Antes do sucesso na TV como a Dra. Izzie Stevens, Heigl tinha conseguido pequenos papéis em filmes e séries de pouca expressão, e seu primeiro papel relevante foi como a Jade Kincaid, de A Noiva de Chucky, de 1998. Durante os cinco anos em que foi uma das protagonistas de Grey’s, Heigl conciliou a série com papéis principais em comédias românticas, como Vestida Para Casar e, seu filme mais famoso, Ligeiramente Grávidos. O sucesso desses filmes e dos prêmios que Heigl recebeu por Grey’s Anatomy subiu à cabeça da atriz, e foi aí que começou sua decaída. Heigl constantemente discutia com Shonda Rhimes, criadora da série, pedindo melhores roteiros para sua personagem, brigando com a equipe de produção e, eventualmente, se tornou cada vez mais difícil de se trabalhar com a atriz. Após a saída de T.R. Knight do elenco da série, que então era um dos melhores amigos que Heigl tinha no programa, a atriz optou por também sair do show, e a despedida de Izzie é uma das piores de toda a série. Então, Heigl continuou estrelando comédias românticas de pouca ou quase nenhuma expressão, caindo no ostracismo. Este ano pode acontecer o retorno da atriz à boa forma, já que vai estrelar Firefly Lane, uma série de drama da Netflix. Veremos…


  • Megan Fox, por Carlos Redel

Em 2007, após algumas produções menores, Megan Fox ganhou a sua grande chance em Hollywood: Transformers. A atriz, que chamava atenção por sua beleza, teve a oportunidade de aparecer para o grande público, com um papel de destaque. Por algum tempo, por conta de sua aparência, chegou a ser considerada a sucessora de Angelina Jolie. No entanto, faltava talento na atuação. Ela até chegou a estrelar mais um filme da franquia dos robôs gigantes em 2009, mas perdeu o trabalho por comparar Michael Bay a Adolf Hitler. Fox até pegou mais um papel de destaque, com Garota Infernal, também em 2009, sendo protagonista. Mas meio que parou por aí. Relegada a papéis em produções de pouco sucesso, a atriz conseguiu, em 2014 e 2016, voltar aos blockbusters, com As Tartatugas Ninja, mas os filmes não agradaram ao público. Para os próximos anos, Fox está envolvida em quase uma dezena de projetos, mas todos com pouco potencial. Foi uma estrela, mas cadente.


  • Taylor Lautner, por Pedro Kobielski

A Saga Crepúsculo marcou para sempre a vida de todo seu elenco. É interessante reparar que seus protagonistas tiveram carreiras muito bem sucedidas depois disso: Robert Pattinson e Kristen Stewart não apenas se mostraram bons atores, como apresentaram um bom gosto admirável na escolha de seus projetos. Era de se esperar que Taylor Lautner, que deu vida ao terceiro personagem mais importante da franquia, seguisse pelo mesmo caminho, certo? Ainda mais considerando que Lautner foi o único do trio principal que já tinha sucesso antes: era um ator mirim de sucesso, com participações em As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D e a sequência do sucesso Doze é Demais, além de séries como Eu, A Patroa e As Crianças. Mas a verdade é que a carreira de Lautner simplesmente não decolou. Tentou investir no cinema de ação, em Sem Saída e Tracers, filmes que entregaram nada além do que atuações constrangedoras do astro teen. Após isso, o ator enveredou para a comédia, participando de produções de Adam Sandler como Gente Grande 2 e Os Seis Ridículos, e das séries Cuckoo e Scream Queens. Todos projetos sem os mesmos holofotes que recebia na época que vivia o “lobinho” Jacob Black.


  • Taylor Kitsch, por Carlos Redel

O ator que tem o Toque de Midas. Só que ao contrário. Na década passada, era uma grande aposta de Hollywood. Depois de estrelar a elogiada série Friday Night Lights, Kitsch foi arremessado para as grandes produções. E foi uma catástrofe atrás da outra: depois de viver Gambit no desastroso X-Men: Origens – Wolverine, ele protagonizou um dos maiores fracassos da história do cinema: John Carter: O Encontro de Dois Mundos, que gerou centenas de milhões de dólares de prejuízo para a Disney. No mesmo ano, em 2012, ele ainda estrelou Battleship: A Batalha dos Mares. Outra decepção. Até a aclamada True Detective, quando teve Kitsch no elenco, na segunda temporada, fracassou. Assim, o ator foi relegado a papéis com menos importância, vivendo vilões, como em O Assassino: O Primeiro Alvo, ou personagens com pouco tempo de tela, como em Crime Sem Saída. Não deu certo.


  • Jai Courtney, por Diego Francisco

A presença deste ator australiano em algum filme é um grande indicativo de que não vai prestar. Depois de interpretar Vero na primeira temporada de Spartacus, o primeiro papel de destaque de Courtney em Hollywood foi em Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer, onde interpretou Jack, filho de John McClane, e a partir daí a carreira dele foi ladeira abaixo. Além do quinto Duro de Matar receber a pior aprovação da franquia, a situação se repetiu quando o ator aceitou o papel de Kyle Reese em O Exterminador do Futuro: Gênesis, o pior avaliado desta saga também. E, para tomar a cereja do bolo, o maior sucesso comercial da carreira dele é Esquadrão Suicida, longa que dispensa comentários. Depois de três tentativas desastrosas de colocá-lo em um papel de destaque, é difícil ver Jai Courtney como protagonista num futuro próximo. Ou distante.


  • Sam Worthington, por Diego Francisco

O ator britânico, que não tinha aparecido em nenhum filme ou série de TV notável até 2007, morava em seu carro até que foi escalado no papel principal de Avatar. De desconhecido, Worthington passou a ser o protagonista no filme de maior bilheteria da história do cinema da época e, a princípio, isso ajudou na carreira dele. Ele co-estrelou O Exterminador do Futuro: A Salvação por recomendação do James Cameron em pessoa e foi Perseu no remake de Fúria de Titãs, que arrecadou US$ 500 milhões mundialmente, e em sua sequência dois anos depois. Em 2010, também emprestou a voz a Alex Mason, protagonista em três games da franquia Call of Duty: Black Ops. Apesar de estrelar cinco outros filmes de 2010 a 2012, não demorou muito para Worthington fazer projetos menos badalados e quando escalado em projetos elogiados como Everest e Até o Último Homem, era como coadjuvante. Enquanto as sequências de Avatar não são lançadas, Worthington voltou a ser o protagonista nas produções de sucesso considerável, Fratura e Manhunt: Unabomber.


  • Britt Robertson, por Diego Francisco

Algumas pessoas simplesmente não dão sorte. Depois de 10 anos em pequenos papéis, a atriz Britt Robertson teve as suas primeiras grandes chances em 2010 ao protagonizar a série adolescente Life Unexpected e The Secret Circle no ano seguinte, ambas rapidamente canceladas. No cinema, também não decolava, com a sua participação mais famosa na abertura de Pânico 4 – filme com a menor bilheteria da franquia. A maré pareceu mudar em 2013 quando protagonizou Under the Dome, adaptação do livro de Stephen King e sua primeira série de sucesso. E 2015 deveria ter sido a consolidação em Hollywood por ter conseguido os papéis principais em Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada É Impossível, uma superprodução da Disney, e Uma Longa Jornada, adaptação de um livro do Nicholas Sparks. Ambos os filmes fracassaram, o primeiro só arrecadou valor do orçamento e o segundo só dobrou a quantia. Em 2017, teve a série da Netflix, Girlboss, cancelada na primeira temporada. Apesar de mais alguns fracassos em sua carreira, a atriz fez Quatro Vidas de um Cachorro, seu maior sucesso comercial e teve um papel recorrente em Little Fires Everywhere, elogiada série da Hulu.


  • Cara Delevingne, por Pedro Kobielski

Cara Delevingne podia ser o que bem quisesse. Nascida de uma família rica que tem ligações com a família real britânica, a londrina acabou apostando na carreira de modelo, onde obteve considerável sucesso. Era inevitável que recebesse convites para atuar em Hollywood, e sua estreia aconteceu em Anna Karenina, de 2012. Desde então, a atriz participou de produções de alto orçamento, como Peter Pan, Cidades de Papel, Esquadrão Suicida e Valerian: A Cidade dos Mil Planetas. O que esses filmes têm em comum? Além de péssimas avaliações da crítica especializada, eles também contam com atuações nada animadoras da Delevingne. Apesar disso, a atriz segue conseguindo papéis, e protagonizou a série original Amazon Prime Video Carnival Row, de razoável sucesso, no ano passado. Cara Delevingne ainda não aconteceu, mas aparentemente terá mais chances.


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Estudante de jornalismo, tem 21 anos e é assistidor de séries semi profissional. Viciado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, slashers e musicais, adora cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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