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Especial | 10 grandes momentos românticos do cinema

Especial | 10 grandes momentos românticos do cinema

Ah, o amor! Quem não gosta de amar e ser amado? O amor é um dos elementos que mais tem movido o cinema desde sua origem, há 125 anos. São muitos filmes em que torcemos para o casal principal ficar junto, e quando não ficam, choramos juntos. Acontece também de muitos filmes, mesmo que não sejam um romance, conterem cenas românticas do cinema, e acabaram se tornando lembradas por todos. Pensando nisso, a equipe do Sala Crítica selecionou 10 cenas românticas que são memoráveis. Foi difícil escolher só 10, mas colocamos pelo menos uma menção honrosa que vai derreter o coração de muito fã. Confira abaixo:

  • Chuva de gelo, de Edward Mãos de Tesoura (1990) – por Paola Rebelo

Um clássico de Tim Burton dos anos 1990, o conto protagonizado por Johnny Depp e Winona Ryder mostra uma história de amor e preconceito. Após seu resgate do castelo em que vivia sozinho, Edward (Depp) interpreta uma criatura de Frankenstein incompleta, cujo criador morreu antes de poder tirar as tesouras que ocupavam o lugar de suas mãos. Peg, A mãe da personagem Kim (Ryder), interpretada por Dianne West, traz Edward para seu vilarejo tradicional do interior dos Estados Unidos, para que ele pudesse se inserir na vida em sociedade pela primeira vez. Kim é a última personagem de dentro da família a aceitar Edward por causa de seu namorado ciumento e possessivo, porém logo o amor entre eles floresce. O ápice do romance entre os dois no filme revela-se quando Edward faz uma escultura no quintal da família e, com a neve que ele provoca enquanto corta o gelo, começa a nevar na casa, e temos uma bela cena em que Kim dança sob os flocos de seu amor proibido.


  • Cena do elevador, de Drive (2011) – por André Bozzetti

Drive pode não ser exatamente o que chamamos de um filme romântico, mas é justamente o amor que motiva boa parte das ações do seu protagonista. Sendo assim, não poderia faltar uma cena daquelas de derreter – ou partir – muitos corações. A cena em questão se passa no elevador do prédio em que Driver (Ryan Gosling) e Irene (Carey Mulligan) moram. Quando os dois estão no corredor, conversando sobre fugir, deixar tudo para trás e iniciar uma vida juntos, o elevador chega em seu andar e, apesar de haver um homem em atitude suspeita ali, o casal entra junto. Driver percebe que o homem do elevador está armado, e sabe o que isso significa. Nesse momento, tudo fica em câmera lenta, e a mudança na luz mostra que o casal saiu daquela realidade. Driver gentilmente puxa Irene para o canto do elevador e a beija, sabendo que será a última vez. A luz no rosto de Irene o ilumina enquanto se beijam mas, ao se afastarem, ele fica sozinho na escuridão, até ser forçado a voltar à sua realidade. Ali, o sangrento embate dele com o outro homem mostra que, não importa o que faça, ele jamais estará livre daquele mundo de violência. E aquele beijo tão apaixonado era, na verdade, um beijo de despedida.


  • Cena dos cartazes, de Simplesmente Amor (2003) – por Carlos Redel

Simplesmente Amor é uma das melhores comédias românticas dos anos 2000. Se você não concorda, certamente está errado/errada. Brincadeiras à parte, o filme de Richard Curtis apresenta diversas histórias de amor, embaladas pelo sempre cativante clima natalino. Em uma delas, Mark (Andrew Lincoln, sim, o Rick de The Walking Dead), se vê em uma situação complicada. Ele acaba se apaixonando pela namorada (Keira Knightley) de um dos seus melhores amigos (Chiwetel Ejiofor). O casal, inclusive, passa por uma situação complicada do relacionamento, em que ele acaba colocando ela para baixo em alguns momentos. Sem mais conseguir esconder os seus sentimentos pela moça, Mark decide, na noite de Natal – afinal, devemos sempre contar a verdade no Natal – revelar os seus sentimentos por Juliet, ao mesmo tempo em que eleva a autoestima dela. Ele, então, prepara a declaração em formato de cartazes e para na frente da residência do casal e, fingindo ser um coro natalino, ele conta para Juliet sobre o seu amor e ainda diz que, para ele, ela é perfeita. No final, Mark ganha um beijo de sua amada, mas coloca um ponto final naquela paixão. Não, eles não ficam juntos. Sim, a cena é uma das mais românticas dos últimos anos. Um lindo momento, de um lindo filme.


  • Richard Gere de “cavalo branco”, de Uma Linda Mulher (1990) – por Carlos Redel

Um clássico da Sessão da Tarde, Uma Linda Mulher emociona todo mundo sempre que é exibido, há 30 anos. Entre vários momentos icônicos, um deles se torna a cereja do bolo de um filme lindo: em um determinado momento do longa, a personagem de Julia Roberts, uma garota de programa, revela para o ricaço vivido por Richard Gere que sonha em viver um grande amor com um cavaleiro de armadura brilhante, montado em um cavalo branco e empunhando uma espada, que irá resgatá-la. No final do filme, após o tempo de contrato da moça com o milionário terminar e eles romperem, ele, que foi babaca, acaba indo atrás dela. Ao invés dos itens citados por ela, o ricaço adapta, atualizando os pedidos: terno no lugar da armadura, um guarda-chuva substituindo a espada e uma limousine branca ao invés do cavalo. A cena do reencontro da princesa com o cavaleiro modernos é emocionante e, dificilmente, dá para conter as lágrimas. Eu não consigo. É lindo.


  • James Bond conforta Vesper Lynd, de 007: Cassino Royale (2006) – por André Bozzetti

007: Cassino Royale chegou para ressuscitar a franquia do espião mais famoso do mundo, que estava em franca decadência com os últimos filmes estrelados por Pierce Brosnan. Além da ação mais orgânica e realista, Daniel Craig trouxe um James Bond mais humano, em todos os aspectos. A impetuosidade e arrogância de Bond eram desmanchados pela força e segurança de Vesper Lynd (Eva Green), que foi designada a acompanhá-lo em sua missão para capturar o vilão Le Chiffre (Mads Mikkelsen). Enquanto os dois ainda negavam o sentimento que surgia entre eles, um momento de extrema violência e perigo acabou os unindo pela primeira vez. Bond enfrenta e mata dois vilões na escada do hotel, enquanto Vesper, em pânico, tentava escapar e se desviar dos golpes de facão e tiros desferidos. É então que o momento mais romântico do filme acontece. De volta ao seu quarto, Vesper está sentada no boxe do banheiro, ainda com seu vestido, com o chuveiro ligado sobre si. Quase catatônica. Bond a encontra e, também vestido com seu smoking, senta-se ao lado dela e a conforta. Inclusive, ajudando-a, de forma bem peculiar, a limpar das mãos o sangue que ela ainda enxerga em si. Os dois deixam cair suas defesas e, ainda que não assumam naquele momento, fica claro o sentimento que está surgindo entre eles.


  • Shallow, de Nasce uma Estrela (2018) – por João Vitor Hudson

Que o terceiro remake de Nasce uma Estrela foi um sucesso, ninguém pode negar. Muito disso se deve ao fato de que Lady Gaga protagonizou o longa, e sua química com Bradley Cooper funciona perfeitamente. O momento mais memorável do filme claramente é quando Jackson Maine (Cooper), em um de seus shows, chama Ally (Gaga) para cantar Shallow, música composta por ela mesma. Acontece que Ally não estava esperando por isso e nem havia ensaiado para aquilo. Maine começou a cantar e tocar, e Ally se sentiu encorajada a finalizar. Foi ali que o mundo conhecia, pela primeira vez, sua mais nova estrela, e que o amor de Ally e Maine se fortaleceu. Além disso, é muito gostoso poder acompanhar o casal cantando suavemente desde “Tell me something girl” até os gritos em “I’M OFF THE DEEP END”. Sério, que cena incrível!


  • Vida de casados, de Up: Altas Aventuras (2009) – por João Vitor Hudson

O décimo longa-metragem da Pixar possui o romance mais memorável entre os filmes do estúdio e um dos mais honestos de todo o cinema: e ele dura menos de 10 minutos. Up: Altas Aventuras pode parecer uma animação inocente, mas entrega uma das sequências de romance mais poderosas já apresentadas no cinema. Nos primeiros minutos, o público vê Carl e Ellie se conhecendo ainda crianças por causa de um simples balão (elemento importante no filme); logo em seguida vemos aquelas crianças, agora crescidas, se casando, construindo uma casa, tendo uma vida feliz, conquistando seus pequenos objetivos, descobrindo que não conseguem ter filhos e não deixando que isso abale seu amor, e envelhecendo, até que Ellie adoece e morre. É lindo, romântico, e extremamente doloroso. É um dos romances mais curtos e mais memoráveis da história do cinema. Se não houvesse esse romance, não haveria o restante de Up, já que, por mais que Ellie tenha morrido, o amor que Carl sente por ela ainda permanece vivo, e a casa que construíram juntos é a maior prova disso, a ponto de ele conversar com ela como se fosse sua esposa. Up é um dos filmes mais lindos e mais chorosos do mundo.


  • Cena da despedida, de Ghost (1990), por Gabryel Nunes

É inevitável que, ao ler o nome Ghost, imediatamente comece a tocar uma música na nossa cabeça, que vai dizendo assim: “oh… my love, my darling…”. Isso porque a cena mais romântica da história do cinema foi embalada por essa canção, e é parada obrigatória a todos os apaixonados. A entrega de Patrick Swayze e Demi Moore foi tamanha que o diretor do filme resolveu cortar uma cena mais explícita com o casal, pois não era necessário dizer mais nada sobre os dois. E, convenhamos, a cena da olaria nos faz compreender a profundidade e cumplicidade entre o casal, e entendemos – não, sentimos a paixão de Molly e Sam. Esse momento de troca faz com que tudo que acontece mais tarde na história se torne mais doloroso e emotivo, em especial a cena final, com o beijo de despedida entre os dois, outra cena carregada de paixão, embalada pela já emblemática Unchained Melody, e com um show de atuação de Moore e Swayze. Segundo a revista Eu, Ghost entrou pra história como o melhor filme de amor de todos os tempos, e merece ser revisitado por aqueles vivendo um amor, com saudade de alguém ou com o coração partido.


  • O beijo na chuva, de Diário de uma Paixão (2004) – por Gabryel Nunes

É indiscutível que Diário de Uma Paixão é um dos filmes mais românticos de todos os tempos. Há algo na relação de Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel McAdams) que nos toca o coração, e assistir aquele amor atemporal nascer é lindo. Quando a vida se encarrega de os afastar, sentimos a tristeza de Noah, que vai perdendo as pessoas que ama. Seu amigo Fin morre na guerra, seu pai falece logo depois e o amor de sua vida vai se casar com outra pessoa – mesmo com as 365 cartas enviadas por Noah durante um ano, que nunca chegaram às mãos de sua amada. Em meio a essa amargura, uma coincidência os reaproxima, e Allie resolve tentar ser amiga de seu antigo amor. Mas o amor é mais forte, e numa das cenas mais arrebatadoras do filme, Allie confronta Noah sobre não ter escrito pra ela, e seu amado responde “eu escrevi. Todos os dias, durante um ano, eu escrevi”. O beijo dos amantes sob uma chuva torrencial é uma recompensa ao espectador, que viu Allie se transformar em alguém que não gostava de ser, e viu Noah realizar o sonho dos dois enquanto sofria por ter perdido seu único amor.


  • Cena da bicicleta, de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) – por Gabryel Nunes

O cinema nacional entra muito bem representado nessa lista pelo romantismo entre Leonardo e Gabriel, que trazem uma lição de amor no longa de Daniel Ribeiro. Leonardo é um adolescente passando pelas descobertas e inseguranças típicas dessa fase, com um diferencial: ele é cego. Quando Gabriel, um aluno novo, chega em sua turma, somos levados a conhecer a perspectiva de Leonardo sobre amor, paixão e responsabilidades. Em determinado momento do filme, Leonardo tenta ensinar braile a Gabriel, que tem muita dificuldade e diz que não vai conseguir porque é impossível, ao que Leo responde: “impossível é eu andar de bicicleta”. Pode parecer uma frase solta dentro da história, e não damos tanta atenção a isso. Há muito mais acontecendo em tela, e nossa atenção se volta ao universo dos dois jovens descobrindo a si mesmos e descobrindo o amor. Quando o filme chega ao seu final, somos surpreendidos pelas cenas exibidas: Leonardo anda de bicicleta, guiado por Gabriel, ao som de “Too Much Love”, que embalou os pombinhos em outra cena. Ali, naquele simples momento, sentimos que às vezes o amor quebra a barreira do impossível.


  • Menção honrosa: pedido de casamento entre Chandler e Monica, de Friends (1994-2004) – por Gabryel Nunes

O improvável casal Monica (Courtney Cox) e Chandler (Matthew Perry), que se tornou um queridinho do público, começou como uma aventura e evoluiu a ponto de protagonizar aquela que é considerada a cena mais emocionante de Friends. Chandler decide que vai pedir Monica em casamento, e começa um auspicioso plano, fazendo de tudo para convencê-la de que ele é avesso a compromissos, para surpreender a amada com a proposta. O timing não poderia ser pior pois Richard (Tom Selleck), ex-namorado de Monica, a visita em seu trabalho e mexe com suas certezas. Enquanto ela se divide entre sua antiga paixão e seu novo amor, vemos Chandler meter os pés pelas mãos cada vez mais, a ponto de fazer com que o espectador tema pelo futuro do casal. Chandler confronta Richard, mas compreende que Monica deve ser livre para fazer suas escolhas; ele corre para o apartamento para se desculpar pelo plano idiota e fazer o pedido do jeito certo, mas Joey (Matt LeBlanc) é quem dá a má notícia ainda na porta: Monica foi embora. De coração partido, Chandler – e o público – entra no apartamento, apenas para encontrá-lo iluminado por velas, e Monica à sua espera para que, juntos, fortifiquem os laços que têm, arrancando lágrimas do público, dos atores, da equipe e de qualquer um que tenha coração, imprimindo seu nome no panteão dos casais da ficção.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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