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Warrior Nun – 1ª temporada | Crítica

Warrior Nun – 1ª temporada | Crítica

Warrior Nun

Temporada:

Ano: 2020

Criadores: Simon Barry

Elenco: Alba BaptistaToya TurnerKristina Tonteri-YoungLorena AndreaTristán UlloaThekla ReutenOlivia DelcánJoaquim de Almeida, Peter de JerseySylvia De FantiEmilio Sakraya

Quando você fica sabendo de um futuro seriado sobre uma seita de freiras guerreiras cujo elenco é majoritariamente desconhecido e baseado em uma HQ também pouco famosa, é altamente provável que vá pensar: “Isso deve ser uma droga”. A Netflix é cheia de projetos assim e, pelo histórico da plataforma de streaming, conclui-se que o resultado final será oito ou oitenta. Nesta semana, o serviço de streaming lançou a série descrita, Warrior Nun, e, sinceramente, o programa é diversão garantida.

A produção internacional é estrelada por Alba Baptista, jovem atriz portuguesa desconhecida fora de seu país de origem, mas que já possui alguns trabalhos de renome, como o elogiado Caminhos Magnétykos, filme lusófono experimental que conta com ninguém menos que Ney Matogrosso no elenco. Mas voltando para Warrior Nun, Baptista interpreta Ava, uma órfã tetraplégica que cresceu e morreu em um orfanato, mas que teve a vida de volta após um Halo supostamente angelical ser inserido em seu corpo por uma seita formada por freiras assassinas de demônios (às vezes, de humanos também). Ava precisa se adaptar à nova vida que ganhou, agora tendo que lidar com superpoderes, paixões e organizações perigosas atrás dela.

Warrior Nun tinha tudo para ser mais uma série ruim e esquecível da Netflix — e, felizmente, não é. Inspirada na HQ Warrior Nun Areala, de Ben Dunn, a série é uma investida pouco usual no universo místico de super-heróis. Sim, a Irmã Guerreira Ava é uma super-heroína claramente inspirada em personagens famosos como Punho de Ferro e Hellboy. Inclusive, Warrior Nun entra em territórios muitissimamente mal explorados pela série do herói da Marvel produzida pela Netflix, como as criaturas místicas, o treinamento em uma cidadela e, claro, cenas de luta – que são ótimas, inclusive!

Além de Baptista, o elenco conta com nomes desconhecidos como Toya Turner, Thekla Reuten, Lorena Andrea, Kristina Tonteri-Young e Tristan Ulloa. O membro mais famoso do elenco é o também português Joaquim de Almeida, que nós brasileiros podemos lembrar de O Xangô de Baker Street ou de Velozes e Furiosos 5: Operação Rio. Quem brilha mesmo em Warrior Nun é Baptista como Ava em seu primeiro projeto em língua inglesa, mas vale destacar as participações de Turner como Shotgun Mary, uma freira outsider que tem licença para realizar missões que outras freiras da seita não fariam; e o próprio Almeida, que interpreta o Cardeal Duretti, um ambicioso agente do Vaticano que busca um contato confiável na Ordem da Espada Cruciforme para seus planos de dominação. Outros membros do elenco são apenas operantes.

Alguns elementos de Warrior Nun são deliciosamente bregas, como o próprio nome que a seita milenar carrega. Os demônios são criaturas com CGI saído diretamente de algum dos filmes de Percy Jackson, mas isso faz parte do charme da série. As cenas de luta e de ação são ótimas pelo seu exagero, em especial uma em que a Irmã Beatrice (Kristina Tonteri-Young) invade uma empresa de tecnologia e desvia de balas a ponto de formarem uma cruz de fumaça. É brega sem vergonha de ser brega, algo que chega a emular os dois Hellboy de Guillermo Del Toro. É por isso que funciona.

Crítica de Warrior Nun, da Netflix

Warrior Nun, da Netflix

Mas nem tudo em Warrior Nun é positivo. Um aspecto negativo, por exemplo, é JC (Emilio Sakraya), par romântico nômade de Ava que some na metade da série e que tem uma utilidade narrativa quase nula, a ponto dos episódios seguintes ao seu sumiço serem bem superiores. A narração de Ava também é algo que incomoda, mas isso desaparece juntamente com JC. É como se os dois elementos estivessem conectados.

Warrior Nun termina com um baita gancho que pode até soar safado para alguns, já que não vemos o real final da cena. É possível culpar a sequência final pelo baixo orçamento que a série teve, que provavelmente depende da recepção do público para decidir pela produção da 2ª temporada. Aparentemente, só resta a confirmação, pois o público está amando a série. Enquanto a Neflix não decide a continuação, o que resta a nós, meros mortais, é ver e rever essa divertida surpresa da plataforma de streaming. Quem sabe até mesmo treinar alguns movimentos para expulsar demônios por aí… Ou não, melhor deixar isso para a Ordem da Espada Cruciforme mesmo.

Nota:


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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