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Greyhound: Na Mira do Inimigo | Crítica

Greyhound: Na Mira do Inimigo | Crítica

Crítica de Greyhound: Na Mira do InimigoGreyhound: Na Mira do Inimigo (Greyhound)

Ano: 2020

Direção: Aaron Schneider

Roteiro: Tom Hanks

Elenco: Tom Hanks, Stephen Graham, Elisabeth Shue, Michael Benz, David Maldonado

Viagens com Tom Hanks, geralmente, são desastrosas. E, mesmo assim, ainda confiam nele para liderar aviões (Sully: O Herói do Rio Hudson), espaçonaves (Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo) e barcos (Capitão Phillips). Este último meio de transporte citado é, também, onde se dá a encrenca deste Greyhound: Na Mira do Inimigo. Ou seja, antes de embarcar em um veículo com o ator, repense. Geralmente, é tragédia anunciada.

O filme estava planejado para chegar aos cinemas, porém, com a pandemia, acabou tendo o seu lançamento cancelado e, assim, encontrou outro caminho para ser visto pelo público: o streaming, marcando a estreia de Hanks em uma plataforma online. O Apple TV+ pagou US$ 70 milhões pela produção (que custou US$ 50,3 milhões) que, provavelmente, terá mais espectadores neste serviço do que nas telonas, uma vez que a recepção com o trailer do longa foi extremamente morna.

Greyhound foi escrito pelo próprio Hanks, que adaptou o romance The Good Shepherd, de C. S. Forester, e acompanha o primeiro comando de Ernest Krause (Hanks) a bordo de um destróier, o Greyhound, que lidera as embarcações aliadas que escoltam um comboio na travessia do gelado Mar do Norte, durante a Segunda Guerra Mundial, levando suprimentos para o Reino Unido.

Entre as trocas de proteção aérea, os navios ficam 48 horas desprotegidos, em uma zona chamada Buraco Negro. A partir disso, cinco submarinos alemães cercam as embarcações e cabe aos tripulantes do Greyhound e seus aliados derrotarem os inimigos e garantirem a segurança dos aliados. É claro que esta não será uma tarefa fácil.

Em 1h20 de duração, descontando os créditos, Greyhound: Na Mira do Inimigo não tem tempo a perder. Apesar de ter um início desnecessariamente meloso e com diálogos cafonas — que parece ter sido enxertado no filme apenas para aproveitar Elisabeth Shue, a única mulher do elenco —, o longa em poucos minutos engrena e, assim que isso acontece, ele não deixa mais a peteca cair. Pelo menos, até o final, que também é exageradamente brega e com doses cavalares de bom-mocismo e religiosidade.

Sem um grande aprofundamento em seus personagens, por conta do pouco espaço de tempo e, também, por dar foco às cenas de batalha, o filme derrapa em alguns pontos importantes, como de representatividade — por mais que a produção se passe nos anos 1940. No elenco, apenas dois negros aparecem e ambos estão ali apenas para servir comida ao personagem de Hanks. Além disso, a produção exagera em termos técnicos que, apesar de buscarem passar maior realismo da situação, acaba atrapalhando a experiência para quem não entende da linguagem usada por marinheiros.

Apesar disso, mesclando um ritmo frenético com um visual eficiente, com muito cinza para passar o clima frio e pouco aconchegante de estar embarcado naquele navio, a produção, comandada pelo competente Aaron Schneider, consegue alcançar o seu objetivo, trazendo combates eletrizantes em uma intensa batalha naval. Apesar de não entrar na lista de filmes memoráveis sobre a Segunda Guerra Mundial, Greyhound: Na Mira do Inimigo não afundou.

Nota:


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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Comments

  1. Apple tv.q isso?ninguém tem

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