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Cursed: A Lenda do Lago | Primeiras Impressões

Cursed: A Lenda do Lago | Primeiras Impressões

Cursed: A Lenda do Lago é uma interpretação no mínimo estranha para a Lenda do Rei Arthur. Para o bem e para o mal. Estranho “bom” porque traz novos significados para uma história já tão explorada na cultura pop, abordando temas contemporâneos como preconceito e intolerância. E também estranho “mau” por sua inconsistência estética e narrativa, não conseguindo dizer muito bem a que veio nestes primeiros episódios liberados pela Netflix.

O enredo, adaptado de um romance escrito por Thomas Wheeler e ilustrado por Frank Miller, confere protagonismo à Nimue (Katherine Langford), uma jovem druida que reluta em aceitar seu papel na comunidade em que vive. Porém, um ataque de um grupo de intolerantes religiosos a joga em uma missão que envolve o destino de todo o seu povo, com a “ajuda” do mercenário Arthur (Devon Terrell).

A série é relativamente eficiente em estabelecer personagens clássicos e lhes dar nova roupagem, garantindo ao menos alguma atenção do espectador. É curioso observar Merlin (Gustaf Skarsgård) como um mago jovial, cínico e alcólatra à la John Constantine, Nimue, a Dama do Lago, como uma heroína de aventura, ou os druidas como um povo perseguido por intolerantes religiosos.

O problema é que o desenvolvimento da trama é tão veloz quanto raso, jogando os personagens em meio à ação sem que possamos saber o suficiente sobre eles para nos importamos. Não fica muito claro quais são as motivações de cada um, o que é evidenciado pelos diálogos frágeis e atuações engessadas. A artificialidade da produção, que abusa da tela verde e de criaturas em CGI, colabora com a falta de urgência, defeito que nem a violência exagerada consegue contornar.

No fim das contas, A Lenda do Lago apresenta um produto bem intencionado, mas desconjuntado. Ao menos, nos três primeiros episódios. Acompanhe o Sala Crítica no Facebook e no Instagram para saber quando sai a crítica completa!


 

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Jornalista em formação, ex-membro do finado e saudoso Terra Zero e leitor de histórias em quadrinhos. Fã de ficção científica e terror, divide seu tempo livre entre o cuidado com suas dezenas de gatos e a paixão pela cultura pop. Sonha com o dia em que perceberão que arte é sim, uma forma de discutir política.

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