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Encontro Fatal | Crítica

Encontro Fatal | Crítica

Encontro Fatal (Fatal Affair)

Ano: 2020

Direção: Peter Sullivan

Roteiro: Peter Sullivan, Rasheeda Garner

Elenco: Nia Long, Omar Epps, Stephen Bishop, Aubrey Cleland, Maya Stojan

Um homem que, obcecado por uma mulher, começa a persegui-la e transforma a vida dela em um inferno. Sim, esse filme já foi feito inúmeras vezes. E mais uma. Encontro Fatal, novo filme da Netflix, protagonizado por Nia Long e Omar Epps, traz exatamente esta mesma história.

A trama acompanha a bem-sucedida advogada Ellie Warren (Long), que acaba reencontrando um ex-colega de faculdade David Hammond (Epps), com quem ela acaba saindo em uma noite e, entre alguns drinks, a dupla acaba se beijando e quase transando. A situação é digna do selo “momentos antes da desgraça acontecer”.

O problema é que Ellie é casada e acabou caindo na tentação por estar desapontada com o seu marido que, após um acidente, não está mais a procurando sexualmente. Logo depois do deslize — o qual ela esconde, é claro —, a vida do casal começa a virar um sonho. O problema é que David quer Ellie.

Assim, o stalker, que tem o plus de ser um hacker, começa a perseguir a advogada, cercando-a de todos os lados e, claro, começa a cometer crimes para suprir a sua obsessão. Não, a trama não é original, mas sempre é possível ser inventivo com história que já foi contada várias vezes, vide a façanha de O Homem Invisível. Infelizmente, faltou uma mente criativa por trás de Encontro Fatal.

Crítica de Encontro Fatal, da Netflix

Dirigido por Peter Sullivan, que também escreve o roteiro ao lado de Rasheeda Garner, o longa não se arrisca em momento algum. Todos os movimentos são extremamente previsíveis e, mesmo com menos de 1h30 de duração, o filme cansa, justamente por parecer que essa é uma obra já vista — e que não empolga para ganhar uma revisão.

O trabalho de Sullivan atrás das câmeras é brega e aposta em uma linguagem já desgastada nos suspenses de baixo orçamento dos anos 1990, com plano, por exemplo, que apresenta o perigoso sedutor de costas, até que ele se vira, em slow motion, e se revela para a protagonista com um lindo sorriso. Nem vamos comentar sobre as cenas da praia…

Mas, claro, filmes ainda podem ser salvos caso tenham uma boa performance de seus atores. E, mais uma vez, não é o caso aqui. A protagonista Nia Long, que também produz Encontro Fatal, tem uma atuação fraquíssima, exagerando nas caras e bocas, mas esquecendo de passar a emoção que os momentos necessitam — difícil distinguir quando ela está triste, nervosa ou feliz. Omar Epps até consegue sair com um pouco de dignidade da produção, mas os diálogos do seu personagem não colaboram.

Curto, pouco inspirado e apostando em um suspense barato, o longa traz uma fórmula que pode encontrar o seu público na Netflix, mas que é preguiçosa. Mesmo que os assinantes do serviço de streaming aceitem consumir filmes de qualidade duvidosa, não quer dizer que eles precisem ser produzidos. Com os recursos da empresa e tantas mentes criativas disponíveis no mercado, obras como Encontro Fatal se tornam absurdas.

Nota:


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. Alexandre Figueiredo - 18 de julho de 2020 at 18:51 - Responder

    Esse tipo de filme já foi feito inúmeras vezes e o final é sempre o mesmo.

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