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Especial | Ótimos filmes que celebram o Heavy Metal

Especial | Ótimos filmes que celebram o Heavy Metal

Existem incontáveis filmes feitos sobre Rock ‘n’ Roll. No entanto, quando entramos no Heavy Metal, são poucas obras cinematográficas que celebram o gênero. É claro, existem longas que utilizam da subcultura do metal ou de personagens headbangers como elementos da história, porém, sem fazer com que sejam o foco trama.

Na lista de hoje do Sala Crítica, trouxemos alguns filmes que exploram o metal como temática principal, além de todas as emoções de uma das subculturas musicais mais loucas, apaixonadas e entusiastas que existem.

Confira:


Provavelmente, o filme mais famoso dessa lista, o longa-metragem protagonizado por Mark Wahlberg e Jennifer Aniston é uma releitura da carreira de Judas Priest. Chris “Izzy” Cole (Walhberg) possui uma banda cover do seu grupo favorito, Steel Dragon. Após alguns desentendimentos com seus colegas, sua vida muda completamente quando ele descobre que Bobby Beers (Jason Flemyng), o vocalista da banda da qual ele é fã, foi demitido e eles estão à procura de um novo frontman. Após ouvir a banda cover de Chris, os próprios membros do Steel Dragon o chamam para uma audição, e o fã número um vira o vocalista de sua banda favorita. Embora o filme seja um clássico para os headbangers, o próprio Judas Priest não gosta muito de sua “cinebiografia”. Tim “Ripper” Owens, que seria o Chris da vida real, substituindo o lendário Rob Halford (no filme Bobby Beers), criticou o fato de a própria banda não poder dar sua opinião sobre o filme, além da problemática representação da homossexualidade de Beers/Halford. Como consequência, a Warner Bros. foi proibida de usar os nomes originais da banda e dos envolvidos.


Muito antes de Hermes e Renato pensarem em criar o Massacration, banda paródia de metal, já existia Tenacious D. O Power Duo formado por Jack Black e Kyle Gass já tinha experiências em frente às câmeras em uma série homônima, e Black já havia estourado em Hollywood após o sucesso de Escola do Rock (2004), o que abriu portas o surgimento da comédia musical. Na história, o jovem JB (adivinhem quem é) foge de uma família tradicional religiosa após ter uma visão em que Ronnie James Dio (em pessoa) o manda para Los Angeles para formar a maior banda de rock de todos os tempos. Lá, ele conhece KG (Gass), e juntos descobrem o maior segredo das bandas de rock de sucesso: existe uma palheta mágica, a Palheta do Destino, que faz com qualquer banda que a possua chegue ao topo. No entanto, a palheta é feita de um pedaço de dente do próprio Diabo (interpretado brilhantemente por Dave Grohl), que a quer de volta para dominar a humanidade.


No meio do metal, não há filme mais polêmico do que Lords of Chaos. Baseado no livro homônimo escrito por Michael Moynihan e Didrik Søderlind e no documentário Until the Light Takes Us de Aaron Aites e Audrey Ewell, o filme que conta a história real da criação do chamado “verdadeiro black metal norueguês”. Na história, em 1980, o guitarrista Euronymous (Rory Culkin) fundou a banda Mayhem, que abriu as portas para o black metal no país. Desde o início, a história do Mayhem foi marcada por polêmicas, como o fato de Euronymous ter supostamente distribuído para os membros da banda pedaços de ossos do crânio do vocalista Pelle “Dead” Ohlin (Jack Kilmer), após encontrar o corpo do amigo depois de seu chocante suicídio. No entanto, as coisas se intensificam quando Euronymous conhece um fã chamado Kristian, que mais tarde mudaria seu nome para Varg Vikernes (Emory Cohen), que ficou conhecido pelo seu projeto solo Burzum. Com a fundação da gravadora Helvete por Euronymous, logo o local se torna um antro para os verdadeiros expoentes do black metal, conhecido como o “Círculo Negro”. A partir desse ponto, a história que se segue é bem conhecida: igrejas queimadas por todo o país e o brutal assassinato de Euronymous pelas mãos de Varg Vikernes. O filme conta com alguns floreios e licenças poéticas, o que causou polêmica entre os fãs mais puristas do gênero e com o próprio Varg, até hoje assumidamente nazista e preconceituoso, que afirma que o ator que o interpreta é “judeu e gordo” e que o longa não reflete a realidade de como os fatos ocorreram. Vale ressaltar que o filme possui cenas bem gores e explícitas e não é recomendado para os estômagos mais fracos.


Filmado e produzido inteiramente na Nova Zelândia, Deathgasm é uma comédia/horror sangrenta, divertida e irreverente. Após a mãe ser internada em um hospital psiquiátrico, Brodie (Milo Cawthorne), um adolescente headbanger, é obrigado a ir morar com seus tios extremamente cristãos e com seu primo, que constantemente faz bullying com ele e seus amigos. Após conhecer o malvadão Zakk (James Blake) e os nerds Dion (Sam Berkley) e Giles (Daniel Cresswell), eles decidem formar a banda Deathgasm, ao mesmo tempo em que Brodie tenta se aproximar de Medina (Kimberley Crossman), a garota mais popular da escola (e que jamais ouviu Heavy Metal em toda a sua vida). Além disso, surgem rumores de que o lendário músico Rikki Daggers (Stephen Ure), que desapareceu há muitos anos após um estranho envolvimento com rituais satânicos, vive em uma casa abandonada em uma cidadezinha na Nova Zelândia. Zakk e Brodie vão investigar e conseguem partituras de músicas jamais lançadas por Daggers, e decidem tentar tocar. No entanto, não são apenas partituras comuns: todos que ouvem as músicas tocadas pelos garotos se transformam em demônios assassinos. Agora, Brodie e seus amigos precisam impedir o apocalipse satânico de tomar conta da cidade inteira.


Dirigido por Ragnar Bragason, o drama islandês conta a história de Hera Karlsdóttir (Thora Bjorg Helga e Diljá Valsdóttir em sua versão mais jovem), uma garota normal que vivia em um pequeno vilarejo rural no interior do país com sua família. Após a morte de seu irmão Baldur (Óskar Logi Ágústsson) em um terrível acidente, Hera se apoia no metal como uma forma de enfrentar o luto. Em meio a uma comunidade bastante tradicional, Hera é constantemente excluída e cresce uma vida cheia de traumas e de solidão. Mesmo depois de adulta, a garota possui dificuldades de relacionamento, não consegue se entender com os próprios pais ou manter um emprego. Embora o Heavy Metal não seja um gênero musical que tem histórico de se levar a sério no cinema, Metalhead é um filme sensível e comovente que mostra como a música extrema pode ser terapêutica e servir de amparo quando todo o resto do mundo parece desabar ao seu redor.


Para quem gosta de uma comédia bem pastelão e sem um roteiro muito lógico, Heavy Trip é o filme certo para se assistir. O longa finlandês conta a história dos membros da Impaled Rektum, uma banda amadora de metal que vive no interior da Finlândia e são ridicularizados por todos os seus vizinhos. Tudo muda, porém, quando eles conseguem entregar uma demo de sua única música gravada para o produtor de um grande festival de Heavy Metal na Noruega. No entanto, o vocalista Turo Moilanen (Johannes Holopainen) se empolga e decide mentir para a garota que ele gosta, Miia (Minka Kuustonen) de que eles, de fato, foram convidados para tocar no festival. A mentira começa a crescer e tomar proporções que os jovens não imaginam e, com as viradas dos acontecimentos, eles decidem que só há uma decisão possível: independentemente de estar no line-up do festival ou não, o Impaled Rektum irá até a Noruega… Com a polícia atrás deles.


Essa comédia francesa acompanha a trajetória da banda de black metal Dead MaKabés, que está na ativa desde que seus membros eram adolescentes. Com o grupo em declínio por causa de uma crise da meia-idade, eles estão a caminho do festival Hellfest Open Air para o que seria o último show de suas vidas. No entanto, alguns acidentes acontecem durante a viagem e eles acabam se envolvendo em um assassinato. Para fugir da polícia, eles desviam seu caminho para o All You Need Is Love, um festival hippie a 400 quilômetros de Hellfest. Algumas das cenas do filme foram realmente filmadas no Hellfest Open Air, na edição de 2012, em que eles se apresentaram no palco principal para mais de duas mil pessoas logo após o Guns n’ Roses.


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Jornalista que migrou para a veterinária, mas sem deixar para trás as jornalices. Vive e respira horror, seja em quadrinhos, filmes, séries ou livros. Último posto de defesa da DC Comics em relação à Marvel, embora tenha que fazer vista grossa quando o papo é cinema. Fã de Heavy Metal, games single player e cospobre de carteirinha quando sobra dinheiro no final do mês.

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Comments

  1. Adorei, vou ver todos!!!

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