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The Umbrella Academy – 2ª temporada | Crítica

The Umbrella Academy – 2ª temporada | Crítica

Crítica da segunda temporada de The Umbrella Academy, da NetflixThe Umbrella Academy

Temporada:

Ano: 2020

Criação: Steve BlackmanJeremy Slater

Elenco: Ellen PageTom HopperEmmy Raver-LampmanDavid CastañedaRobert SheehanAidan GallagherJustin H. MinColm FeoreRitu AryaMarin IrelandYusuf GatewoodJustin Paul KellyKate Walsh

Quando The Umbrella Academy, a HQ do músico e roteirista Gerard Way ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, finalmente ganhou vida na Netflix, havia uma certa expectativa. O quadrinho original tem uma legião de fãs que acreditavam no potencial da adaptação do serviço de streaming, e por mais que a 1ª temporada seja boa, ficou bem aquém do que poderia ter sido. Felizmente, a Netflix renovou a série, e ao que tudo indica, The Umbrella Academy mostrou para que veio na sua segunda (e épica) temporada.

Ao final do primeiro ano da série, vimos o apocalipse acontecer e o grupo de irmãos escapar. Agora cada um deles está espalhado em algum ponto dos anos 1960. O problema é que o apocalipse viajou com eles, e Cinco (Aidan Gallagher) percebe que agora o mundo vai acabar pela guerra nuclear entre EUA e URSS. Cabe (novamente) a ele a responsabilidade de tentar salvar o mundo, dessa vez com as dificuldades de reunir a família que já está bem comprometida com a década de 60.

Confesso que não estava tão empolgado para a nova temporada de The Umbrella Academy, mas os anos 60 trouxeram um novo fôlego para a série. Há esperteza no roteiro ao abordar assuntos em alta naquela época, como o boom das drogas psicodélicas, seitas à la Charles Manson, a luta dos negros por direitos humanos, um pouco de rock ‘n’ roll e, claro, a Guerra Fria. Todos os aspectos anteriores são quase uma consequência deste último, devido à paranoia e ao estresse que o temor pelas armas nucleares causavam. Nossos protagonistas não se preocupam muito com um potencial nuclear, mas estão envolvidos com outras coisas capazes de alterar aquela linha do tempo.

Crítica da segunda temporada de The Umbrella Academy, da Netflix

Alisson (Emmy Raver-Lampman) se casou com um ativista negro e passou a liderar protestos antirracistas; Luther (Tom Hopper) participa de lutas clandestinas e trabalha para um importante mafioso; Klaus (Robert Sheehan) não intencionalmente fundou um culto hippie e libertário; Diego (David Castañeda) foi preso em um hospício por tentar evitar o assassinato de John Kennedy; e Vanya (Ellen Page) sofreu uma amnésia após o apocalipse que ela causou em 2019 e mora de favor em uma casa de fazenda. Todos os personagens principais, incluindo Cinco e o fantasma Ben (Justin H. Min), estão mais interessantes, mais envolventes, e muito disso é graças ao novo fôlego que a série ganhou, deixando a mesma mais dinâmica e mais gostosa de se acompanhar, diferente da insossa 1ª temporada.

The Umbrella Academy ganha ótimos novos personagens, como Lila (Ritu Arya) e Sissy (Marin Ireland), que a princípio servem apenas para apoio dos protagonistas, mas que ganham cada vez mais relevância à medida que a história avança. A Comissão do Tempo recebe ainda mais desenvolvimento, mostrando alguns aspectos ainda não conhecidos pelo público como a nova hierarquia após a morte da Gestora (Kate Walsh) e o funcionamento das salas de comando responsáveis por manter o tempo do jeito que ele deve estar.

Outra coisa que está bem melhor na série são as cenas de ação. Cada vez mais divertidas, elas vêm acompanhadas de lutas bem coreografadas, usos inventivos dos poderes e músicas populares repaginadas, como a versão em sueco de “Hello”, da cantora Adele. As cenas de ação ainda alcançam uma nova escala, onde claramente houve uma boa injeção de dinheiro por parte da Netflix para deixar a série mais épica. E funcionou! A série não perde em nada para algum filme da Marvel que não seja estrelado pelos Vingadores.

E os defeitos da 2ª temporada? Eles são mínimos. Existem mas não interferem no resultado final. Filmes e séries de super-heróis têm que ser divertidos, empolgantes e coerentes dentro de seu universo fantástico, e The Umbrella Academy faz isso tudo direitinho. A Netflix finalmente alcançou o que queria quando comprou os direitos do quadrinho e percebeu que as co-produções com a Marvel não iriam para a frente. The Umbrella Academy é Os Vingadores da Netflix, e não há vergonha nenhuma nessa comparação. Depois do final, só consigo pensar em teorias para a já confirmada 3ª temporada!

Nota:


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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