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O Universo Estendido DC, do pior ao melhor filme

O Universo Estendido DC, do pior ao melhor filme

O DCEU (sigla para DC Extended Universe, ou Universo Estendido DC) surgiu em 2013 com O Homem de Aço. A ideia era fazer algo semelhante ao que o Marvel Studios conseguiu com seu bem construído universo cinematográfico, afinal, os quadrinhos da DC e da Marvel sempre competiram em número de vendas, e ambos os lados tinham HQ’s de qualidade. Mas a Warner Bros., estúdio responsável e dona da DC, demorou a encontrar um tom para os projetos dos heróis, oscilando entre filmes bons e ruins. Pensando nisso e aproveitando o hype do DC Fandome, nós da Sala Crítica resolvemos ranquear todos os oito filmes lançados até então, desde O Homem de Aço ao mais recente longa, Aves de Rapina.

A nota final é a média da avaliação de todos os integrantes do site. Confira:

8º – Esquadrão Suicida (2016) – Média: 2,66/10 – Texto por Gabryel Nunes

No já longínquo ano de 2016, os fãs da DC estavam ansiosíssimos pelo lançamento de Esquadrão Suicida. O trailer do filme mostrava que haveria de tudo: explosões, perseguição, magia, Arlequina, Will Smith, um novo Coringa, um crocodilo-humano gigante!! O que ninguém esperava é que o trailer mostraria literalmente tudo. A decepção foi proporcional ao hype: o roteiro era fraco, a direção fez um péssimo trabalho e o resultado foi uma das piores adaptações de HQs de todos os tempos. Com muitos personagens em tela e sem se decidir qual caminho seguiria, a infame equipe de Amanda Waller (Viola Davis, fazendo o que dava com o roteiro) fracassou tanto que o estúdio está até hoje remendando os buracos deixados no seu universo compartilhado. Por incrível que pareça, um novo filme será lançado em 2021, e com direção de James Gunn (Guardiões da Galáxia, da Marvel).


7º – Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) – Média: 4,88/10 – Texto por Luna Rocha

Como esquecer desse fenomenal marco do mundo cinematográfico? Quem diria que uma treta entre o Batman e o Superman poderia causar tanto alvoroço e, ao mesmo tempo, terminar de forma tão simplória? Apesar de Batman vs Superman ter sido o filme que introduziu o universo compartilhado da DC nas telonas, faturando o triplo do orçamento investido para sua produção milionária, o longa não agradou aos críticos, que reclamaram principalmente do tom sombrio do enredo e de sua narrativa dispersa, que aparenta não ter um foco definido de que caminho almeja alcançar com cada decisão do roteiro. Em se tratando da opinião dos fãs, uma das coisas que mais incomodou foram as cenas batidas, repetições da história cânone que já estavam cansados de ter assistido em outra franquia do morcego, sem contar também a antipatia quase unânime por determinada escalação do elenco… sim, estamos falando dele, Batfleck (Ben Affleck), que resolveu parar de socar o Clark Kent (Henry Cavill) ao perceber que suas mães eram xarás. Dá saudade, né Martha?


6º – Liga da Justiça (2017) – Média: 5,33/10 – Texto por Rafael Bernardes

O tão esperado filme que unificaria o DCEU, juntando Batman (Ben Affleck), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher), Flash (Ezra Miller) e Superman (Henry Cavill). Se trata da obra mais esperada por um fã dos quadrinhos e das animações da DC, aquela produção que poderia redefinir a forma com que o estúdio faz os seus filmes, dando um rumo para a história principal daquele universo e fazendo uma ligação com o maior vilão já visto: Darkseid. Porém, não foi bem isso o que aconteceu. Após os acontecimentos vistos no famigerado Batman vs. Superman, Batman e Mulher Maravilha têm a missão de transformar aquele amontoado de pessoas superpoderosas em uma equipe, muito por conta da ausência de Superman, dado como morto. Há essa necessidade por conta da chegada iminente do Lobo da Estepe na terra, com a missão de recolher todas as caixas maternas, artefatos com poder suficiente para que o vilão possa controlar o mundo inteiro, a mando do temível Darkseid. Há milhares de anos atrás, ele foi detido pela união de Deuses Olímpicos, Amazonas, Lanternas Verdes, Humanos e Atlantis. Partindo dessa premissa, a superprodução da DC tenta, mas não consegue entregar aquele filme tão sonhado por todos, que redefiniria o gênero. Pelo contrário, mostra apenas mais uma história repleta de clichês e com um desfecho extremamente previsível. Não se trata de uma obra ruim, mas sim de um filme com um vilão sem graça, pouca química entre os atores, efeitos especiais precários (aquele bigode) e com diversas conveniências no roteiro. Liga da Justiça não é bom e não é ruim, é só esquecível.


5º – O Homem de Aço (2013) – Média: 7/10 – Texto por Carlos Redel

Pontapé inicial do DCEU, O Homem de Aço veio embalado pelo clima ‘realista’ da trilogia O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan — tanto é que o cineasta foi um dos produtores do longa. Assim, Zack Snyder, um nerd assumido, deu ao mundo a sua própria visão do Superman, entregando uma abordagem que, até então, o maior dos super-heróis ainda não tinha recebido. O filme é sombrio, dramático e flerta com o filosófico, com diversos momentos de contemplação — e, para os mais emotivos, até algumas lágrimas podem rolar. No entanto, a produção não agradou a todos. Com decisões polêmicas, Snyder acabou dividindo os fãs, que não gostaram do tom do longa, da falta de esperança do Superman e, também, com duas mortes que poderiam ter sido evitadas pelo herói. Mesmo assim, o longa tem sequências poderosíssimas, como a do primeiro voo do Homem de Aço e os flashbacks, cheios de simbolismo. Ah, e além disso, ainda tem o Henry Cavill dando vida ao personagem-título com competência e um físico digno do homem mais forte do mundo. Um ótimo começo para um universo que, mais adiante, se perdeu, mas era cheio de potencial.


4º – Aquaman (2018) – Média: 7,22/10 – Texto por Diego Francisco

Depois de Mulher-Maravilha e antes de Shazam, Aquaman ajudou a provar que a DC faz o seu melhor trabalho nos cinemas quando não tenta fazer a abordagem sombria dos filmes de Zack Snyder ou estabelecer diversas sequências em um único filme. Quem diria que fazer o exato oposto do que estava dando errado daria certo? O filme do rei dos mares tem personalidade, uma direção estilosa de James Wan, um Jason Momoa transbordando carisma, um vilão competente e um tom descompromissado que torna a experiência de assistir Aquaman muito divertida, ao invés de miserável como em Batman vs Superman e Liga da Justiça. Em suas 2h20 de duração, o longa nunca fica chato ou maçante, sempre levando a audiência para uma aventura em um lugar diferente com cenas de ação empolgantes. Ninguém acertaria que a adaptação de um dos heróis mais desrespeitados e zoados no imaginário popular seria o filme a quebrar a barreira do bilhão para o DCEU e deixar todos ansiosos para uma continuação.


3º – Aves de Rapina (2020) – Média: 7,55/10 – Texto por Pedro Kobielski

Esquadrão Suicida foi a maior derrota do DCEU. Apesar da bilheteria estrondosa, praticamente ninguém conseguiu elogiar a produção, que apresentou um roteiro tenebroso e uma direção pra lá de problemática. Mas não era possível negar que a marca Arlequina “pegou” junto ao público, muito graças ao carisma de Margot Robbie, e a DC resolveu dar uma nova oportunidade à personagem. O resultado foi Aves de Rapina, dirigido pela sino-americana Cathy Yan, produção que agradou a crítica, mas não obteve o esperado sucesso nas bilheterias. Apostando em uma narrativa barulhenta e exagerada, tentando reproduzir a mentalidade confusa da protagonista, Aves de Rapina acerta em muitos pontos. O já citado carisma de Margot Robbie, que abraçou Harley Quinn em uma sinergia tremenda entre atriz e personagem, conduz a produção. As “colegas” de Harley não ficam atrás, especialmente Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), que apresentaram personagens cativantes, mesmo em meio ao caos narrativo da produção. Evan McGregor também vai bem como o vilão Máscara Negra. Mas os principais atributos de Aves de Rapina são, sem dúvida, a estética hiper colorida e a ação arrojada, que deram ao filme uma cara de blockbuster adolescente descompromissado e super divertido. Uma pena que não tenha dado certo.


2º – Shazam! (2019) – Média: 7,62/10 – Texto por Paola Rebelo

O filme que conta a história de um jovem órfão que ganha os poderes de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio é, com certeza, um dos mais carismáticos do percurso percorrido pela DC Comics na sua tentativa de universo cinematográfico compartilhado. A transformação de Billy Batson (Asher Angel) no super-herói Shazam (Zachary Levi) é uma história um pouco mais diferente do que as demais histórias da DC que estávamos acostumados a ver nas telonas, apostando em um filme para toda família e bem Sessão da Tarde – algo para competir com os novos filmes do Homem-Aranha de Tom Holland que o lado de lá anda lançando. Era lógico que não se tornaria o favorito dos fãs da DC, e isso acontece exatamente por se propor a não trabalhar apenas com telespectadores adultos. No entanto, no que se propõe, Shazam! é um dos filmes mais coesos da DC, com seu roteiro simples, linear e recheado de clichês. Seus 90% de aprovação no Tomatômetro do Rotten Tomatoes (com 82% de aprovação do público) não deixa mentir: a história de Billy pode não ser a favorita da maioria, mas é um filme que diverte com qualidade e merece o devido reconhecimento.


1º – Mulher-Maravilha (2017) – Média: 7,77/10 – Texto por Pedro Kobielski

Batman vs Superman e Esquadrão Suicida foram duros golpes na credibilidade do universo estendido da DC. A estética dark e os roteiros confusos das duas produções colocaram em xeque o capítulo que os sucederia. Felizmente, Patty Jenkins, a premiada diretora responsável por Monster (2003) soube encontrar sua voz em meio a tanta escuridão, contando uma bela história sobre altruísmo e amor em Mulher-Maravilha. Protagonizado pela carismática Gal Gadot, que conduz o filme com sua inocência e pureza, e com uma bela participação de Chris Pine, que dá vida ao soldado Steve Trevor, Mulher-Maravilha foi a primeira unanimidade de público e crítica do DCEU, abrindo caminho para produções mais leves e divertidas, como Shazam e Aquaman. O filme pode se orgulhar de ter uma das melhores cenas já gravadas em um filme de super herói: a famosa “Terra de Ninguém”. Após desistir de seguir as orientações de Steve Trevor, Diana Prince resolve entrar em meio ao front da Primeira Guerra Mundial para salvar um povoado que estava cercado a meses. Inspirando a todos com sua coragem, a protagonista mostrou o que é ser um super herói, numa cena de arrepiar os cabelos. Nem o questionável terceiro ato da produção conseguiu ofuscar essa sequência tão poderosa.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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