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Conheça a carreira de Robert Zemeckis, um ícone da cultura pop

Conheça a carreira de Robert Zemeckis, um ícone da cultura pop

Robert Zemeckis. O nome pode não ser tão popular quanto o de outros figurões do cinema, como Steven Spielberg, James Cameron, Ridley Scott, David Fincher e, até mesmo, o “novato” Christopher Nolan, mas é tão brilhante e importante quanto eles — ok, talvez, nenhum cineasta consiga chegar perto de Spielberg, mas você entendeu a mensagem.

Essa introdução não explicou muito sobre quem é o tal de Robert Zemeckis, né? Mas você o conhece. Certamente, já assistiu a, pelo menos, um filme comandado por ele — se não viu (o que é quase impossível), pelo menos, ouviu falar. Duvida? Vou te mostrar uma rápida linha do tempo da carreira do cineasta:

Iniciando a sua trajetória como diretor e roteirista de longas-metragens em 1978, com Febre da Juventude, Zemeckis foi conquistando espaço e, após o bom Carros Usados, com Jeff Brifges, de 1980, e a divertida aventura Tudo por uma Esmeralda, com Michael Douglas, em 1984, ele emplacou o filme que mudaria a sua carreira — e a cultura pop. Não, não é exagero.

Conheça a carreira de Robert Zemeckis

Robert Zemeckis no set de De Volta para o Futuro – Parte II, com Christopher Lloyd e Michael J. Fox

Em 1985, o cineasta dirigiu e coescreveu, ao lado de Bob Gale, nada mais, nada menos que De Volta para o Futuro. O roteiro, original, inclusive, rendeu a primeira indicação de Zemeckis ao Oscar. O filme, no entanto, dispensa apresentações e a sua importância para o cinema também não precisa ser apontada neste texto. Todos conhecemos a trilogia. Porém, entre o primeiro e o segundo longa, passaram-se quatro anos. E, neste meio tempo, Zemeckis criou outra obra que ganhou uma legião de fãs (além de vários milhões de dólares): Uma Cilada para Roger Rabbit, de 1988.

Nesta época, o diretor misturou live-action com animação e pegou gosto. Mais adiante, veremos que ele levou este formato a outro nível, criando um híbrido. Porém, voltando a 1989, ele lança De Volta para o Futuro – Parte II e, um ano depois, De Volta para o Futuro – Parte III, concluindo uma das principais e mais aclamadas trilogias da cultura pop. Uma obra intocável e atemporal.

Conheça a carreira de Robert Zemeckis

Bob Hoskins, Roger Rabbit e Robert Zemeckis

Já em 1992, Zemeckis traz mais uma obra divertidíssima e que, mesmo não sendo tão aclamada pela crítica, conquistou diversos fãs, sendo querido até os dias de hoje: A Morte Lhe Cai Bem, com Meryl Streep, Bruce Willis e Goldie Hawn. Dois anos depois, veio a sua consagração perante a Academia, mesmo que ele já tivesse cravado o seu nome na cultura pop. Forrest Gump: O Contador de Histórias lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor, com a produção vencendo outros cinco prêmios — inclusive, Melhor Filme e Melhor Ator, para Tom Hanks.

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Robert Zemeckis no set de Contato

O seu próximo projeto, Contato, foi lançado em 1997. Ambicioso e com uma história fascinante, o filme contou com Jodie Foster como protagonista e, mesmo com o nome do diretor no auge, a produção não conseguiu o sucesso comercial e de crítica que merecia na época. Hoje em dia, virou um clássico cult de ficção científica. Por sorte, Zemeckis seguiu firme e forte para ver esta aclamação tardia de sua obra.

Em 2000, o diretor lançou dois filmes. O primeiro foi o suspense Revelação, com Harrison Ford e Michelle Pfeiffer, que, mesmo com um alto orçamento e críticas medianas, conseguiu ser um sucesso nas bilheterias. O outro foi Náufrago, retornando a parceria de sucesso com Tom Hanks. E, mesmo sem fazer a limpa no Oscar como em Forrest Gump, o longa foi um fenômeno de bilheteria — e da Sessão da Tarde. Além disso, lançou um dos personagens mais famosos da cultura pop: a bola de vôlei Wiiiiiillllsoooooon.

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Robert Zemeckis com Tom Hanks, no set de Náufrago

Depois de Náufrago, o diretor virou uma chave em sua carreira e passou a apostar em tecnologia para contar as suas histórias, investindo em captura de movimento, sendo o primeiro a desenvolver um filme inteiro utilizando a técnica: O Expresso Polar, marcando a sua terceira colaboração com Hanks. O longa gerou um grande burburinho na época de seu lançamento, pela inovação e, também, pela estranheza que causava. Mesmo dividindo o público, é inegável que foi um marco para a sétima arte e impulsionou outras produções com este formato.

Empenhado em desenvolver ainda mais a técnica, Zemeckis comandou mais dois projetos rodados inteiramente com captura de movimento: A Lenda de Beowulf, em 2007, e Os Fantasmas de Scrooge, em 2009, estrelado por Jim Carrey. A evolução no formato foi nítida através das produções. Porém, não foi o suficiente para que os longas fizessem um sucesso que justificassem os seus altos orçamentos. Inclusive, o estúdio do diretor que focava em filmes deste tipo acabou fechando as portas, encerrando a sua trajetória com um dos maiores fracassos do cinema: Marte Precisa de Mães.

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Robert Zemeckis e Joseph Gordon-Levitt no set de A Travessia

Após abandonar as produções com captura de movimento, o cineasta voltou aos filmes live-action. Em 2012, comandou O Voo, elogiado drama de aviação estrelado por Denzel Washington, sucesso de crítica e de público. Três anos depois, veio A Travessia, protagonizado por Joseph Gordon-Levitt, que continha um trabalho incrível com o uso do 3D, causando vertigem pela técnica primorosa utilizada por Zemeckis. Este filme, por sua vez, não teve a mesma sorte que a obra anterior, não conseguindo sequer se pagar.

Os trabalhos mais recentes do diretor, Aliados, de 2016, com Brad Pitt, e Bem-vindos a Marwen, de 2018, com Steve Carell, também ficaram longe de serem hits de bilheteria, bem abaixo das estimativas. O primeiro, que não teve a repercussão que merecia, conta com uma história interessante e instigante, com uma produção impecável, mas que não conquistou o público. Já o segundo, que buscava trazer mais uma vez um visual diferenciado ao universo da fantasia, com os rostos dos atores em bonecos, foi irretocável nas questões técnicas, mas recheado de tropeços na história. Acabou chegando no Brasil diretamente em DVD e Blu-ray.

Conheça a carreira de Robert Zemeckis

Robert Zemeckis e Steve Carell no set de Bem-vindos a Marwen

Apesar dos desempenhos fracos em seus últimos projetos, Zemeckis tem muito crédito na casa. Tanto é que o diretor é o responsável pelo remake do clássico noventista A Convenção das Bruxas, que está em pós-produção e tem Anne Hathaway como protagonista. O longa estava programado para chegar aos cinemas ainda em 2020, mas, com a pandemia do novo coronavírus, deverá estrear em 2021.

Entre os seus próximos projetos está o live-action de Pinóquio, que está em pré-produção e deverá ter Tom Hanks como Gepeto — sendo a quarta colaboração do ator com o diretor. Além dele, The King, com Dwayne Johnson, está entre as futuras produções de Zemeckis para os cinemas. A ficção científica Ares completa a lista dos vindouros longas-metragens do cineasta, mas há poucos detalhes sobre este. Nenhum dos três filmes, no entanto, conta com data de estreia.

Ufa! Terminamos a peregrinação pelos filmes dirigidos pelo personagem principal do nosso texto. Eu avisei que você conhecia ele, não é? Entre todos os projetos comandados pelo cineasta, qual é o seu favorito? Difícil decidir… Por outro lado, é muito fácil dizer: Robert Zemeckis é um dos grandes!


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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