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Os 10 melhores momentos do Pantera Negra no cinema

Os 10 melhores momentos do Pantera Negra no cinema

Em um ano que não cansa de nos decepcionar, o mundo se despediu de Chadwick Boseman. O intérprete de Pantera Negra e muitos outros personagens memoráveis partiu no dia 28 de agosto, vitimado pelo câncer que enfrentava havia quatro anos.

Mas mais do que pensar em sua morte, precisamos celebrar sua vida e o legado que deixa para todos nós. Uma pessoa de coração bom, verdadeira e preocupada com o mundo ao seu redor, Boseman é lembrado por colegas e fãs como uma presença forte, que levava luz e sabedoria por onde passava. Além disso, o ator marca uma geração com sua interpretação do rei de Wakanda, levando esperança e renovação à população negra, que viu traduzida na tela sua força e importância. Chadwick sempre lutou contra os esteriótipos, e mostrou que representatividade importa sim.

O especial dessa semana traz os melhores momentos do Pantera Negra no cinema. Uma singela homenagem a um homem grande demais para nosso tempo.


  • A morte não é o fim” – Capitão América: Guerra Civil (2016), por Pedro Kobielski

Capitão América: Guerra Civil foi a estreia do Pantera Negra nos cinemas. E, nas poucas cenas que teve, Chadwick Boseman conseguiu demonstrar todo o carisma que o conduziu ao topo do Universo Marvel. Quando seu pai, o então rei T’Chaka (John Kani), faleceu em um atentado na ONU, T’Challa explica qual o significado da morte na cultura Wakandana: “Na minha cultura, a morte não é o fim. É um ponto de partida. Se você esticar os dois braços, Bast e Sekhmet levarão você até os campos verdes onde poderá correr para sempre“. No dia em que o mundo se enlutou pela morte de um homem que virou um símbolo, nada mais justo do que desejar que ele esteja em paz, correndo sobre os campos de Wakanda, sob a proteção dos deuses. Chadwick Boseman, eterno.


  • Pantera Negra vs Bucky – Capitão América: Guerra Civil (2016), por Diego Francisco

A primeira cena do guerreiro Pantera Negra com o traje em ação é uma verdadeira demonstração de força e habilidade. Após ser erroneamente acusado de ser o responsável pelo ataque terrorista que causou a morte do Rei T’Chaka, Bucky Barnes (Sebastian Stan) foge enquanto as autoridades tentam prendê-lo. Esse é o menor dos problemas dele. Uma figura misteriosa surge no telhado esperando por ele. Bloqueando todos os seus golpes e atacando com fúria, o oponente encurrala Bucky, que tenta ao máximo fugir. Nem a ajuda do Capitão América (Chris Evans) e do Falcão (Anthony Mackie) é capaz de contê-lo. É só após a perseguição se estender até um túnel movimento com a chegada da autoridades que o misterioso combatente tira o capacete revelando ser o príncipe T’Challa querendo vingança pela morte do pai.


  • Pantera Negra e Zemo – Capitão América: Guerra Civil (2016), por Carlos Redel

No filme em que o Pantera Negra fez a sua primeira aparição, ele, obviamente, roubou as cenas em que apareceu, mesmo que não sejam muitas. E um dos momentos mais interessantes de sua participação acontece no final de Guerra Civil, quando ele encontra com Zemo, o homem responsável pela morte de seu pai. O momento é muito significativo, pois mostra a evolução do personagem, antes consumido pela vingança, compreendendo a dor do outro e fazendo o que era certo: evitando que o personagem de Daniel Brühl se mate, o levando para ser julgado corretamente pelos seus atos criminosos. “A vingança o consumiu, consome eles também. Parei de deixá-la me consumir”, explica T’Challa, em um momento curto, mas que demonstra a essência do personagem.


  • Os pecados do pai – Pantera Negra (2018), por Diego Francisco

Enquanto estava tecnicamente morto, T’Challa viu seu pai e o confrontou pelos seus pecados após ter descoberto que o rei T’Chaka tinha assassinado o próprio irmão, N’Jobu (Sterling K. Brown), e deixado o pobre Erik crescer sozinho em um ambiente de segregação racial e violência – criando assim o vilão regicida Killmonger (Michael B. Jordan). Nesta conversa com o pai, o protagonista realiza que todos os anos em que Wakanda virou o rosto para as desigualdades sociais que aconteciam no resto do mundo foi um erro e decidiu fazer algo a respeito. A cena não apenas é lindíssima do ponto de vista visual e emocional, como também traz a mais bela atuação de Boseman como o personagem.


  • A ressurreição do rei – Pantera Negra (2018), por Diego Francisco

Após ser jogado de uma montanha mortalmente ferido, T’Challa foi considerado morto e Killmonger foi coroado rei e novo Pantera Negra. Toda esperança parecia perdida até que Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright) e Nakia (Lupita Nyong’o) se refugiam no território da tribo Jabari e descobrem que o legítimo rei de Wakanda ainda está vivo, mas por um fio. O plano de Killmonger (Michael B. Jordan) para armar as populações negras marginalizadas com armas feitas de vibranium para iniciar uma guerra racial parece estar dando certo quando o primeiro jato portando o arsenal é abatido no ar. Dos destroços da nave, para a surpresa dos aliados e terror dos inimigos, o rei T’Challa emerge com um sorriso orgulhoso no rosto desafiando o primo com a frase “Eu nunca me rendi. Como você pode ver, eu não morri”.


  • Quem é você?” – Pantera Negra (2018), por Pedro Kobielski

É muito difícil para um bom homem ser um rei“. T’Challa viu esse ensinamento de seu pai ser materializado quando teve que enfrentar Killmonger, que demonstrou a ele uma contradição que estava enraizada em Wakanda: afinal, é justo que uma nação africana viva em uma utopia, enquanto todos os negros ao redor do mundo são massacrados pelo racismo ocidental? A cena final de Pantera Negra demonstra que T’Challa aprendeu a lição, comprando todos os prédios da vizinhança em que seu primo viveu e os transformando no primeiro centro internacional de Wakanda. Um dos garotos que jogava basquete na quarta onde Killmonger jogava se aproxima do eterno Pantera Negra Chadwick Boseman e pergunta: “Quem é você?“. Recentemente, o editor do filme, Michael Shawver, deu uma entrevista explicando melhor o significado dessa cena: E então muito, muito no final, a última fala é aquela criança olhando para ele e dizendo: “Quem é você?”. E esse é o tema do filme, a identidade. Quem é você? E ele não precisa responder, porque já nos respondeu. Pantera Negra é isso: finalmente, as crianças negras tem um herói igual a elas para se inspirarem. E isso não pode ser mensurado.

  • Os tolos constroem muros” – Pantera Negra (2018), por Carlos Redel

É interessante que a maioria dos melhores momentos do Pantera Negra no MCU não são momentos de ação, mas sim demonstrações de sabedoria e de liderança do personagem vivido por Chadwick Boseman. Uma das melhores cenas do herói, inclusive, acontece nos pós-créditos do seu filme solo, quando ele vai a ONU informar que Wakanda não mais assistirá o mundo das sombras, que participará e colaborará com ações humanitárias e políticas, influenciado pelas ações de Killmonger. Em seu discurso — provavelmente, o melhor do MCU —, o rei T’Challa foi pontual ao se referir aos dias de hoje e faz menção direta ao governo Trump: “Em tempos de crise, os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem muros”. Maravilhoso.


  • Não fazemos isso aqui” – Vingadores: Guerra Infinita (2018), por Gabryel Nunes

Enquanto Tony Stark (Robert Downey Jr.) liderava um ataque contra Thanos (Josh Brolin) em sua terra natal para impedi-lo de invadir a Terra, os demais Vingadores chegavam em Wakanda para montar a última linha de defesa da humanidade. Bruce (Mark Ruffalo), desacostumado às regras de etiqueta das monarquias e sacaneado por James Rhodes (Don Cheadle), se curva ao encontrar o rei T’Challa (Chadwick Boseman), que levemente constrangido avisa ao professor que eles não fazem esse tipo de coisa por lá. O icônico momento foi eternizado como meme na internet, e mostra a humildade da cultura de Wakanda, além da humanidade de seu líder e rei, que aprendeu muito sobre o que é governar. T’Challa tem participação fundamental na organização e defesa do planeta, liderando os esforços estratégicos, e Boseman interpretou o personagem com elegância e vigor dignos de um verdadeiro rei.


  • Deem um escudo a este homem” – Vingadores: Guerra Infinita (2018), por Carlos Redel

Logo após o sucesso de Pantera Negra, em que fomos apresentados à gloriosa Wakanda, Vingadores: Guerra Infinita nos leva novamente às terras africanas, desta vez, para uma batalha decisiva contra o exército de Thanos. Pouco antes da pancadaria, no entanto, o rei T’Challa mostra todo o seu espírito de governante, ao ser informado pelo Capitão América o que está por vir. Assim que toma conhecimento do que está prestes a acontecer, o Pantera Negra, sem exitar, mostra-se que é uma das principais lideranças do MCU, organizando, em poucas palavras, todas as medidas que devem ser tomadas naquele instante: “Evacuem a cidade, levantem suas defesas e deem a este homem um escudo”, referindo-se ao Capitão América, que havia perdido o seu escudo em Guerra Civil. De fato, um sábio rei.


  • Os portais se abrem – Vingadores: Ultimato (2019), por Pedro Kobielski

Essa cena é muito demonstrativa de quanto o Pantera Negra evoluiu desde sua primeira aparição no MCU, em 2016, indo de um mero coadjuvante a um dos pilares de todo o universo Marvel. Quando o Capitão América está prestes a encarar sozinho todo o exército de Thanos, aceitando seu destino, e as palavras emocionantes do Falcão ecoam em seu ponto “À sua esquerda, Capitão”. Quem aparece primeiro não é o Homem-Aranha, os Guardiões da Galáxia ou o Doutor Estranho. É T’Challa, o Rei de Wakanda, que se tornou, para muitos, o maior herói da Casa das Ideias no cinema. A forma como ele surge em cena, primeiro encoberto pela luz, e pouco a pouco tendo seu rosto revelado, mexeu com o coração de todos os espectadores da maior bilheterias de todos os tempos. Ver todo o público da sessão gritando “Yibambe”, respondendo ao chamado do nobre Rei de Wakanda, vai ficar marcado na memória de muitos como sua maior experiência cinematográfica. E devemos uma boa parte disso à T’Challa e à Chadwick Boseman.


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Estudante de jornalismo, tem 21 anos e é assistidor de séries semi profissional. Viciado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, slashers e musicais, adora cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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