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The Boys | Primeiras Impressões

The Boys | Primeiras Impressões

Crítica da segunda temporada de The BoysThe Boys – 2ª temporada

Ano: 2020

Criador: Eric Kripke

Elenco: Jack QuaidKarl UrbanErin MoriartyAntony StarrDominique McElligottJessie T. UsherLaz AlonsoTomer CaponKaren FukuharaChace CrawfordColby Minifie, Aya Cash, Giancarlo Esposito 

Em um presente dominado por conteúdo de super-heróis, a primeira temporada de The Boys, série original do Amazon Prime Video, foi não apenas como uma grande surpresa como também um alívio no mercado saturado. Ao invés de ter os seres superpoderosos como os mocinhos que salvam o dia, aqui, estes são os antagonistas: mimados, imprudentes, ególatras, abusadores e desnecessariamente violentos.

Baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, a atração atualiza as páginas de 2006 e imagina como os heróis funcionariam nos dias atuais, com franquias bilionárias, muitos produtores de merchandising e presença marcada nas redes sociais. O cinismo de The Boys é intoxicante e deixou todo mundo ansioso para o que a série ofereceria a seguir – e o retorno não decepciona.

O novo ano começa mostrando as novas dinâmicas entre os personagens. Os ‘garotos’ do título estão atingindo o seu ponto de ruptura. Hughie (Jack Quaid) está exausto da sua vida sendo perseguido pelas autoridades mais poderosas do planeta, Leitinho da Mamãe (Laz Alonso) só quer rever sua mulher e filha, o Francês (Tomer Capon) tenta se aproximar de Kimiko (Karen Fukuhara), enquanto esta precisa lidar com problemas familiares, e Billy Butcher (Karl Urban), ainda chocado com as revelações acerca do paradeiro de sua esposa, está com mais raiva do que nunca, disposto a tudo para recuperá-la — mesmo que isso signifique se afastar a todos, até mesmo dos seus aliados.

E as coisas não estão menos tensas no edifício da Vought. Luz-Estrela (Erin Moriarty) está vivendo perigosamente como agente duplo e com uma relação difícil com Trem Bala (Jessie T. Usher), que sabe dos seus segredos; Rainha Maeve (Dominique McElligott) quer se reaproximar da sua ex-namorada enquanto tenta mantê-la em segredo de seus colegas e Capitão Pátria (Anthony Starr) animado por descobrir ter um filho, tenta ser uma figura paterna para o garoto ao mesmo tempo que precisa liderar Os Sete e enfrentar as consequências da criação dos superterroristas, quero dizer, supervilões. Ainda em desgraça, o Profundo (Chance Crawford) entra em um culto ao tentar conhecer melhor a si mesmo.

Sem nunca perder o humor sórdido que a torna viciante, The Boys investe mais dos dramas vividos por cada personagem criando conflitos que podem explodir a qualquer momento. A série não ameniza (provavelmente amplifica) a violência e continua a criar momentos diabolicamente criativos. Além da cultura de endeusamento de super-heróis, a produção segue abordando temas relevantes que vivemos atualmente.

A maior novidade da segunda temporada é Tempesta (Aya Cash), nova integrante dos Sete (para desgosto do Capitão Pátria) que é extremamente divertida, carismática e direta, mas também com um outro lado que a faz pertencer no grupo corrupto de heróis. Giancarlo Esposito, que já tinha feito uma aparição anteriormente, tem seu papel de vilão corporativo estendido e, mais uma vez, com muitas intenções secretas se escondendo no olhar calmo e enigmático do ator.

Sem nunca perder as qualidades que a tornaram tão popular em primeiro lugar, The Boys continua tão boa quanto a sua temporada de estreia — se não, melhor — e ainda tem muitas surpresas guardadas para os próximos cinco episódios que, infelizmente, serão liberados um por semana pelo Amazon Prime Video.


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Estudante de jornalismo, tem 21 anos e é assistidor de séries semi profissional. Viciado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, slashers e musicais, adora cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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