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The Boys – 2×04: Nothing Like It in the World | Crítica

The Boys – 2×04: Nothing Like It in the World | Crítica

The Boys

Temporada:

Episódio: Nothing Like It in the World

Ano: 2020

Criador: Eric Kripke

Elenco: Jack QuaidKarl UrbanErin MoriartyAntony StarrDominique McElligottJessie T. UsherLaz AlonsoTomer CaponKaren FukuharaChace Crawford, Nathan Mitchell, Colby Minifie, Aya Cash, Shantel VanSanten, Jessica Hecht, Laila Robbins

Após o lançamento arrebatador da segunda temporada, com muito mais sangue, ossos e cabeças explodindo, The Boys retornou de surpresa – mais uma vez lançando um novo episódio um dia antes do esperado. Dessa vez, com uma trama mais intimista, focada em desenvolver os sentimentos de seus personagens e preparando o terreno para o que virá por aí.

No episódio dessa semana começamos a entender as consequências das ações do time de Billy Bruto (Karl Urban), principalmente acompanhando a imprevisibilidade do Capitão Pátria (Antony Starr). Com a Vought sendo atacada constantemente pelo público e mídia e os Sete mais desentrosados que nunca, o herói dos heróis começa a botar ordem na casa usando seu método infalível de coerção. Aliás, Pátria é o grande destaque desse episódio, protagonizando as cenas mais perturbadoras e inquietantes já vistas na série. Seus momentos no chalé são, no mínimo, desconfortáveis e flertam com a ideia de ultrapassar os limites do aceitável, mesmo para um crápula.

Do outro lado da batalha, Leitinho da Mamãe (Laz Alonso) e Hughie (Jack Quaid) partem em uma viagem pelo interior dos Estados Unidos – com uma companhia um tanto quanto inesperada – para investigar a dica de Mallory (Laila Robbins) sobre uma antiga heroína chamada Liberdade. As descobertas da improvável equipe certamente se mostrarão ser muito relevantes para o futuro da temporada e também nos permitiram ter um olhar mais humano e profundo sobre alguns personagens.

Com foco nos parceiros de Billy, o capítulo teve calma ao mostrar um pouco mais da vida de Leitinho, mas se apressou com a tensão do Francês (Tomer Capon): sua relação com Kimiko (Karen Fukuhara) já foi melhor trabalhada anteriormente. Talvez por ter muita coisa a mostrar, o quarto episódio tenha apressado os acontecimentos entre os dois, o que atrapalha a dinâmica desse arco.

O terceiro arco relevante desse capítulo é a operação de um homem só, organizada, preparada e executada por Billy Bruto, na esperança de resgatar sua amada Becca (Shantel VanSanten) das garras da Vought. Com o prelúdio de que poderia ser o fim da parceria dos Boys caso a missão desse certo, o espectador já esperava que algo fosse dar errado. Essa pincelada de tensão, contudo, não diminui a beleza do reencontro entre o Bruto e sua amada, ambos reféns da inconsequência do Capitão Pátria. É interessante conhecer o lado frágil do anti-anti-herói que até então era a encarnação da praticidade, e não deixava espaço para questionamentos em direção ao objetivo.

Não restam dúvidas de que o foco desta semana foi o sentimento, mais especificamente as razões pelas quais cada lado está lutando. Desde o maior herói da Terra até homem mais procurado, entendemos um pouco melhor suas motivações e desejos. O episódio tem um ritmo lento, e quase nada de sangue. Pode ser uma quebra de ritmo para quem assistir as quatro partes lançadas até agora, mas a experiência não é ruim. Definitivamente é diferente do que esperávamos para uma série como The Boys, mas a trama já havia deixado indícios de que essa temática será algo relevante daqui para a frente, principalmente no arco de Hughie, que já sente as consequências de viver em um mundo onde leis e vida significam muito pouco.

O próximo episódio de The Boys estreia em 18 de setembro, a não ser que a Amazon decida fazer uma surpresa novamente.

Nota:


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Ator, escritor, diretor e roteirista, Gabryel é ruim em todas essas coisas. Crítico por natureza, adora reclamar de tudo, e é fã de filmes que ninguém tem paciência pra assistir. Carrega a convicção de que Click é um clássico cult e quem discorda é clubista.

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