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The Boys – 2×08: What I Know | Crítica

The Boys – 2×08: What I Know | Crítica

Crítica de The BoysThe Boys

Temporada: 

Episódio: What I Know

Ano: 2020

Criador: Eric Kripke

Elenco: Karl UrbanJack Quaid, Erin MoriartyAntony StarrDominique McElligottJessie T. UsherLaz AlonsoTomer CaponKaren FukuharaChace CrawfordNathan MitchellColby MinifieAya CashShantel VanSantenJessica HechtLaila Robbins, Giancarlo Esposito

C******! A segunda temporada de The Boys chegou ao seu desfecho e, por mais que os episódios anteriores já tivessem preparado bem o terreno para os eventos presenciados em ‘What I Know’‘O Que Eu Sei’, no Brasil -, não deixa de ser chocante assistir os destinos dos personagens da série do Amazon Prime Video.

Como todos as peças devidamente posicionadas no tabuleiro, restou ao roteiro começar a fazer com que elas se movimentassem – e fossem se eliminando/neutralizando/fritando/furando… Enfim, não faltaram personagens se enfrentando neste episódio.

Obviamente, para escrever sobre o oitavo episódio da segunda temporada de The Boys, o último, é necessário dar alguns spoilers. Então, a partir de agora, saiba: pontos cruciais da trama serão apresentados neste texto. Você foi avisada/avisado.

O grande mote deste episódio é o resgate de Ryan (Cameron Crovetti), que foi levado pelo Capitão Pátria (Antony Starr) e Tempesta (Aya Cash). Assim, Becca (Shantel VanSanten) procura ajuda de Billy Bruto (Karl Urban) e da rapaziada. Eles, então, decidem ir atrás do garoto, em um plano que, inclusive, buscaria neutralizar os dois Supers.

Para tal, Bruto faz um acordo com Stan Edgar (Giancarlo Esposito), com o objetivo de salvar o garoto, mas, ao mesmo tempo, separá-lo de Becca – afinal, Billy ainda quer ficar com a sua esposa e, se o filho do Pátria estiver longe, para ele, não tem problema algum. O plano do grupo dá certo, em partes. E é aí que as coisas desandam.

E o interessante é que tudo acontece de forma orgânica, por mais que algumas situações pareçam forçadas, tudo ali está dentro de uma verossimilhança estabelecida pelos episódios anteriores. Até mesmo o deus ex-machina da Rainha Maeve (Dominique McElligott) foi aceitável. E é essa construção bem trabalhada da série que é o seu grande trunfo.

Por mais que a série não tenha chegado ao final com situações tão chocantes quanto a temporada anterior – as mortes que acontecem, pelo menos para os internautas, já eram previstas -, o episódio final não deixa de ser tenso do começo ao fim. E, claro, o elenco, que nitidamente se diverte em cena e está cada vez com mais química, tem grande parcela desse sucesso.

Enquanto Antony Starr está cada vez melhor como Capitão Pátria – é sério, quando que este homem vai ser indicado ao Emmy? -, Aya Cash surgiu, como uma força da natureza, para ser uma oponente à altura para dividir as cenas com o líder dos Sete. A intérprete de Tempesta foi uma aquisição incrível neste segundo ano, conseguindo chamar a atenção para si sempre que estava em cena. Não por menos, o ano todo gira em torno dela – e o seu desfecho foi digno, mas será que definitivo?

Consistente, porém mais controlado e maduro, o segundo ano da série consegue manter um ótimo ritmo e que, em cada episódio, foi formando uma forte ponte para o seu desfecho mais do que satisfatório. É até complicado avaliar cada capítulo individualmente, pois toda é uma única história dividida em oito – sem fillers, o que é um ponto mais do que positivo.

A temporada toda conseguiu tratar de assuntos latentes para a sociedade norte-americana (e mundial), como o preconceito, os discursos de ódio e a manipulação de massas. Sempre com críticas ácidas e escondendo, mas não muito, estes temas embaixo de capas e uniformes. Na verdade, por mais que seja uma fantasia, The Boys é um recorte da realidade, turbinado com Composto V.

Deixando ganchos enormes para a terceira – e já garantida – temporada, The Boys mostra fôlego para seguir em frente, não deixando de ser interessante. E o melhor: os personagens pelos quais torcemos (e também aqueles que odiamos) estão ainda mais cheios de vontade de alcançar os seus objetivos. E eu quero muito ver isso!

Nota:


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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