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Nove documentários falsos hilários para morrer de rir

Nove documentários falsos hilários para morrer de rir

O mockumentary, conhecido no Brasil como pseudodocumentário, é um dos subgêneros mais competentes da comédia. Por algum motivo, não tem nada mais engraçado do que um personagem olhando pra câmera quando alguma coisa constrangedora acontece. A técnica existe desde os anos 1930, mas definitivamente foi imortalizada pelo filme Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América e pela série The Office, até hoje dois dos nomes mais populares que existem.

Vale ressaltar que filmes de terror que são gravados pelos personagens são considerados found footage, algo totalmente diferente. Confira nove dos pseudodocumentários mais divertidos:


  • The Office (2005 – 2013)

Histérica, hilariante e extremamente constrangedora, The Office é facilmente uma das séries mais engraçadas da atualidade. Baseada no seriado britânico de mesmo nome criado por Ricky Gervais, a versão americana acompanha a rotina da Dunder Mifflin, um escritório que vende papel. Sob a gerência de Michael Scott (Steve Carell), os funcionários entram nas mais desconfortáveis, improváveis e constrangedoras situações. Durante sete das nove temporadas (as duas últimas caíram o nível), The Office garante muito diversão e momentos genuinamente emocionais, o que difere da versão original que é mais cínica. O elenco é imensamente talentoso e grandes nomes como Carell, John Krasinski, Ed Helms, Craig Robinson e Rashida Jones se consolidaram lá. O estilo de pseudodocumentário é utilizado para satirizar o ambiente de trabalho do americano médio, rindo da ignorância e intolerância deles.


  • Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006)

É consenso que o melhor filme de Sacha Baron Cohen seja o primeiro Borat. Mesmo que seus outros projetos sigam a mesma fórmula, nenhum outro conseguiu bater o impacto cultural que seu filme mais popular teve. Ao contrário dos demais listados, este é o único título em que, em partes, é um documentário real. Apesar de estar interpretando um repórter fictício, Baron Cohen sempre entrevista e interage com pessoas reais que acreditavam estar falando com um estrangeiro ignorante. Por acharem que eram a parte mais inteligente da conversa, os cidadãos americanos acabam revelando seus preconceitos e, desta forma, Borat acaba sendo um crível documentário sobre a intolerância dos EUA. Existem cenas roteirizadas para que o filme tenha um enredo e narrativa coesa. E mesmo sem analisar todas as críticas políticas, a comédia ainda é hilária como bastante humor físico, choque cultural e momentos constrangedores tão absurdos que é impossível de esquecê-los.


  • Tá Dando Onda (2007)

A única animação da lista também é um dos melhores exemplos de pseudodocumentário. Pinguim originário do Frio de Janeiro (a dublagem também é brilhante), Cadu Maverick (Shia LaBeouf) sempre teve o sonho de ser surfista, mas era constantemente ridicularizado por todos. Quando um olheiro o descobre, ele consegue ir até a competição de surf em homenagem ao Big Z (Jeff Bridges), lenda do esporte que morreu prematuramente. O desenho não apenas captura bem a alma do surf e a cultura dos surfista como também é constantemente histérico, os personagens são muito divertidos (especialmente o João Frango) e usa muito bem de todos os clichês de documentários que estamos acostumados a ver.


  • Parks and Recreation (2009 – 2015)

Da mesma equipe de roteiristas de The Office (e de outras séries de comédia de sucesso como Brooklyn Nine-Nine e The Good Place), Parks and Recreation segue os mesmos passos de sua predecessora, com a mesma estética documental, mas com um tom mais leve e um senso de humor menos controverso. Acompanhamos o dia a dia do departamento de Parques e Recreação da cidade fictícia de Pawnee (a quarta mais obesa da América), onde a otimista Leslie Knope (Amy Poehler) e sua equipe fazem de tudo para conseguir fazer um novo parque e realizar eventos para a população. O elenco e piadas da série são fenomenais, nomes como Chris Pratt, Aziz Ansari, Aubrey Plaza e Adam Scott se tornaram famosos lá. Enquanto The Office parodiava a classe trabalhadora, Parks and Rec satiriza o povo americano, ironizando seu passado genocida, hábitos alimentares e hipocrisia.


  • Modern Family (2009 – 2020)

Ao longo de 11 temporadas de sucesso, Modern Family reinava. A produção ganhou o Emmy de Melhor Série de Comédia cinco anos consecutivos e não deixava pra ninguém. O pseudodocumentário acompanha o dia a dia de três partes da família Pritchett. Phil (Ty Burell) e Claire (Julie Bowen) com os seus três filhos; o pai dela, Jay (Ed O’Neill) com sua esposa muito mais jovem Gloria (Sofia Vergara) e o filho dela; e o irmão mais novo de Claire, Mitchell (Jesse Tyler Ferguson) com o marido Cameron (Eric Stonestreet) e a filha recém adotada deles. Completamente disfuncionais, eles se metem em inúmeras confusões quase que diariamente e discutem muito, mas no final do dia, tudo sempre dá certo com bastante tolerância e muita aceitação.


  • Recife Frio (2009)

Apesar de pouco conhecido, o curta Recife Frio se destaca sendo um dos melhores títulos do gênero. Ambientado em um futuro próximo, um meteorito caiu em uma praia de Recife causando uma frente fria eterna. A cidade que era conhecida por seu clima tropical e calor invejável, agora só tem o frio para oferecer. Com chuvas constantes e com a temperatura máxima não passando dos 14ºC, o documentário investiga o novo normal da população que foi atingida pelo fenômeno. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, de Bacurau e Aquarius, o curta, assim como suas outras obras, também tece comentários sociais precisos, só que com muito mais humor. O Papai Noel, o único beneficiado do frio de Recife, rouba a cena.


  • O Que Fazemos nas Sombras (2014)

Uma das maiores surpresas do gênero dos últimos anos, O Que Fazemos nas Sombras é um falso documentário sobre o dia a dia de um grupo de vampiros. Os quatro amigos, imortais, dividem um casarão na Nova Zelândia e, ali, eles precisam resolver problemas do cotidiano, como de quem é a vez de lavar a louça (que está acumulada há anos), como interagir “normalmente” com pessoas desse século e como chupar o sangue de uma vítima sem sujar toda a casa. Dirigida, escrita e estrelada por Taika Waititi e Jemaine Clemant, essa comédia hilária não merece apesar ser vista, mas também revista infinitamente. Apesar do sucesso considerável (o longa arrecadou US$ 7 milhões de um orçamento de US$ 1,5 milhão), O Que Fazemos nas Sombras gerou um grande cult following que acabou gerando uma série spin-off de mesmo nome também dirigida e escrita por Waititi e Clemant, mas com um novo grupo de vampiros que vivem em Staten Island, Nova York. Expandindo a mitologia e com diversas participações especiais brilhantes, ouso dizer que a série supera o original.


  • Popstar: Sem Parar, Sem Limites (2016)

A banda The Lonely Island, encabeçada por Andy Samberg com seus parceiros Jorma Taccone e Akiva Schaffer, é absolutamente brilhante e suas músicas, mesmo sendo cômicas, são legitimamente boas. A banda teve vários projetos no audiovisual como Hot Rod, The Unauthorized Bash Brothers Experience e vários esquetes no Saturday Night Live, mas a obra-prima deles é Popstar. O pseudodocumentário pega tudo que tem de errado na indústria musical norte-americana e a satiriza por maior de Conner4real (Samberg), um ex-membro de boyband que teve uma carreira rap solo de sucesso e agora está caindo no esquecimento. O filme aponta os absurdos na cultura de celebridades, os absurdos e os excessos deles de forma hilária e contagiante. E a parte de ser um documentário musical é legitimado com presença de grandes nomes da música como Akon, Usher, Mariah Carey, Snoop Dogg e muitos mais.


  • American Vandal (2017 – 2018)

É fácil entender como séries de grande orçamento são investimentos milionários e como fica fácil de serem canceladas por não darem o retorno esperado. No entanto, séries pequenas também acabam com um fim prematuro. American Vandal não tem atores famosos, é feita no estilo de falso documentário amador e não tem nada que faça a série ser cara em relação as outras. Mas, mesmo com tudo isso a favor dela, a audiência também não foi o suficiente para fazer com que a Netflix continuidade à comédia. Uma pena, American Vandal era hilária. O pseudodocumentário acompanhava um grupo de estudantes investigando a expulsão do aluno zoeiro Dylan Maxwell (Jimmy Tatro), após inúmeros pintos terem sido pichados nos carros dos professores da escola. Após notarem que os pintos que Dylan desenhava não coincidiam com os das pichações (Dylan nunca esquecia dos pentelhos!), a equipe começa a desvendar a conspiração por trás da expulsão do aluno. Na segunda e última temporada, a equipe vai a outra escola descobrir quem colocou laxante na comida do refeitório fazendo todos os alunos defecarem nas calças.


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Estudante de jornalismo, tem 21 anos e é assistidor de séries semi profissional. Viciado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, slashers e musicais, adora cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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