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Bob Esponja: O Incrível Resgate | Crítica

Bob Esponja: O Incrível Resgate | Crítica

Crítica de Bob Esponja: O Incrível Resgate, da NetflixBob Esponja: O Incrível Resgate (The SpongeBob Movie: Sponge on the Run)

Ano: 2020

Direção: Tim Hill

Roteiro: Tim Hill, Jonathan Aibel, Glenn Berger

Elenco: Tom Kenny, Bill Fagerbakke, Clancy Brown, Rodger Bumpass, Carolyn Lawrence, Mr. Lawrence, Matt Berry, Reggie Watts, Keanu Reeves, Awkwafina, Danny Trejo, Snoop Dogg, Tim Hill

Após ser adiado algumas vezes por conta da pandemia do novo coronavírus, Bob Esponja: O Incrível Resgate seguiu o exemplo de outras produções e foi lançado em um serviço de streaming (nesse caso, a Netflix). O longa – que não contou com a participação de Stephen Hillenburg, morto em 2018 – está aquém de outros filmes do personagem, mas não é exatamente ruim.

Na trama, Plankton (Mr. Lawrence) está tentando se livrar de Bob Esponja (Tom Kenny), pois percebe que este sempre atrapalha seus planos de roubar a fórmula do hambúrguer de siri. Para isso, ele sequestra Gary (Tom Kenny) e o envia para o Rei Poseidon (Matt Berry), que procurava um caracol para usar como produto de beleza. Continuando seu plano, Plankton dá um jeito de mandar Bob Esponja atrás de seu amado bichinho de estimação, deixando o caminho livre para finalmente derrotar seu arqui-inimigo: Seu Sirigueijo (Clancy Brown).

O filme começa truncado, com as partes da história sendo apresentadas em sequência, mas sem conexão entre si. O espectador certamente sentirá falta de Bob Esponja como esteio da trama, fórmula comum nos episódios normais do desenho. Com o passar do tempo, porém, as peças são colocadas no lugar, e vamos entendendo a relação entre os fragmentos do primeiro ato.

O roteiro, por si, não apresenta muita coisa, trazendo uma história um tanto quanto bobinha, espichada para virar um longa-metragem. Para compensar, a produção apostou nas piadas clássicas do personagem – inclusive reprisando momentos clássicos do desenho – e na relação entre Bob Esponja e seus amigos como alma do filme, o que funciona de certa forma. Acompanhamos a jornada de Patrick (Bill Fagerbakke) e Bob Esponja, e conseguimos nos divertir com sua falta de noção e com as situações peculiares que encontram ao longo do caminho, muito embora o conjunto da obra não entregue a mesma qualidade dos filmes anteriores.

Crítica de Bob Esponja: O Incrível Resgate, da Netflix

As participações especiais são excêntricas. Keanu Reeves tem bastante tempo de tela, e interpreta o papel mais bizarro de sua carreira, certamente. A sequência com Snoop Dogg e Danny Trejo é tão esquisita que chega a ser engraçada. O senso de humor de O Incrível Resgate, aliás, flutua bastante; vai do clássico de Bob Esponja ao non-sense exagerado, passando por leves críticas sociais. Essa mescla de ideias funciona, e certamente arrancará risadas.

O terceiro ato é o mais divertido, mas é também o momento mais fraco do roteiro. A sequência do julgamento do Bob Esponja, por exemplo, traz momentos bonitos de amizade, mas que são desconexos com o problema apresentado na trama. Ninguém questionava se Bob Esponja era um bom amigo, afinal de contas! Aliás, isso já havia ficado claro no episódio do ‘Dia sem o Bob Esponja’, um clássico da TV Globinho. Vale destacar que é nessa sequência que finalmente descobrimos o ingrediente secreto do hambúrguer de siri (não adianta procurar no texto, não vou dar spoilers). Outro segredo que o filme entrega é o motivo do Bob Esponja ficar jovem por tanto tempo; é bom o espectador ficar atento, pois pode acabar perdendo essa informação!

No geral, o filme é divertido e reverencia a obra de Stephen Hillburg, muito através de menções a momentos clássicos do desenho, mas também por manter o personagem fiel a si mesmo, independente das mudanças no tipo de animação. A história é fraca e a mensagem final um tanto quanto clichê, mas o resultado não é ruim. Não é bom, mas certamente não é ruim. É um bom momento de Bob Esponja se despedir do público, antes que a essência do personagem se perca na tentativa de monetizar um legado.

Nota:


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Ator, escritor, diretor e roteirista, Gabryel é ruim em todas essas coisas. Crítico por natureza, adora reclamar de tudo, e é fã de filmes que ninguém tem paciência pra assistir. Carrega a convicção de que Click é um clássico cult e quem discorda é clubista.

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