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A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura | Crítica

A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura | Crítica

A princesa e a Plebeia: Nova Aventura (The Princess Switch: Switched Again)

Ano: 2020

Direção: Mike Rohl

Roteiro: Robin Bernheim, Megan Metzger

Elenco: Vanessa Hudgens, Sam Palladio, Nick Sagar, Mia Lloyd, Mark Fleischmann

Integrando o pacote de presentes de Natal da Netflix, o filme A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura chega ao catálogo da plataforma como uma sequência direta de seu predecessor homônimo, inclusive com o mesmo elenco e premissa.

Mais uma vez temos Vanessa Hudgens nos papéis principais como a duquesa Margaret e a jovem confeiteira Stacy, que neste filme já alcançou o posto de princesa, por ter se casado no anterior. Apesar da ideia de troca de papéis entre uma pessoa comum e alguém da realeza já ser um tanto manjada no mundo cinematográfico, ela ainda funciona bem para uma comédia romântica que, aparentemente, tem como intuito ser um entretenimento leve e passageiro. Porém, neste segundo longa, a retomada dessa proposta, apesar de ter um elemento novo no meio, se torna um tanto maçante e bastante previsível.

Para dar uma diversificada e se distanciar um pouquinho do primeiro filme, a sinopse de A princesa e a Plebeia: Nova Aventura, além de trazer Hudgens como as duas protagonistas sósias que já são conhecidas, introduz também a atriz no papel da vilã Fiona, que é uma prima falida de Margaret e, coincidentemente, também tem a aparência idêntica à dela. A ambição e desejo de ascensão social de Fiona despertam em sua mente maligna a ideia de tentar roubar a identidade da duquesa e poder ser coroada rainha em seu lugar. 

Mesmo que no desenvolvimento do enredo, todos nós já saibamos o desfecho final que é corriqueiro em uma disputa entre bem e mal, há de se destacar que a atuação de Vanessa está impecável em todos os papéis. Ela consegue distinguir a duquesa classuda, da recém coroada princesa humilde e também da vilã socialite arrogante, que passa a ser seu grande destaque no filme, afinal, ninguém espera que a mocinha queridinha de High School Musical consiga encarnar uma personalidade desprezível de forma tão natural, ainda que Fiona tenha sido escrita para ser ligeiramente caricata dentro de sua estereotipagem.

Embora já tenha 31 anos, a atriz segue com a mesma carinha de quando trabalhava na Disney, o que faz com que o filme soe como uma atração mais focada para um público teen, sem deixar de ser um título divertidinho para assistir nos feriados de festas, porque ele passa aquele sentimento de aconchego que é gostoso de sentir nessas datas e, devo admitir, que até os acontecimentos mais clichês dão arrepios de felicidade quando o roteiro vai se encaminhando para o final – pelo menos para quem curte um longa romântico.

A montagem da obra está muito bem feita, não há erros de continuidade no que diz respeito à presença de tantas personagens iguais. As dublês de Vanessa Hudgens estão com o visual impecável, realmente não tem como diferenciá-las da atriz principal quando aparecem de costas, então dá para perceber que tiveram cuidado em tornar a história fácil de ser comprada, pois você não questiona o fato de terem três pessoas similares em um mesmo plano, porque acredita que, pela atuação e edição, essa situação é possível e está convincente.

Como curiosidade, a Netflix ainda incluiu um crossover com outro de seus filmes natalinos com temática de realeza, que ocorre na última cena de A Princesa e a Plebeia: Nova Aventura, se trata apenas de um vislumbre rápido, então pode ser que só quem assistiu O Príncipe do Natal vai notar a presença de alguns dos personagens no local.

Nota:


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Designer de moda e redatora gaúcha, vivendo em São Paulo. Interessada por arte e cultura pop em suas mais diversas áreas. Por ser uma romancista entusiasta, curte assistir adaptações literárias para o cinema, e pela ligação acadêmica com figurino, longas de época ocupam o topo da sua lista de filmes favoritos. Além disso, possui o super poder de guardar com facilidade nomes de artistas e apontar suas participações em produções.

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