Sala Crítica
Artigos Destaque Especiais Quadrinhos

Star Wars | Cinco coisas que aprendemos com a HQ The High Republic

Star Wars | Cinco coisas que aprendemos com a HQ The High Republic

Como os leitores do Sala Crítica já devem estar sabendo, a Disney está lançando um projeto multimídia chamado Star Wars: The High Republic, que irá cobrir o período de 200 anos antes dos acontecimentos de Ameaça Fantasma – oficialmente a primeira obra do universo Star Wars.

A história, contada simultaneamente em histórias em quadrinhos e livros, trará alguns eventos da Alta República, período identificado como anterior à Queda da República, retratado na trilogia prequel. Portanto, todos os acontecimentos do projeto serão considerados canônicos – ou seja, parte da cronologia oficial da saga. (Logo, não se surpreenda se fatos dessa saga forem citados nas próximas obras de Star Wars).

Inicialmente, The High Republic consiste de três histórias lançadas simultaneamente na última terça-feira, 5: Star Wars: The High Republic: Light of the Jedi, romance escrito pelo roteirista da Marvel Charles Soule; Star Wars: The High Republic: A Test of Courage, livro infantil escrito pela ativista Justina Ireland; e a série em quadrinhos Star Wars: The High Republic, lançada pela Marvel (a editora IDW, lar das Tartarugas Ninja, também lançará quadrinhos da iniciativa).

A primeira edição da HQ da Marvel é escrita por Cavan Scott (roteirista especializado em adaptações de outras mídias) e ilustrada por Ario Anindito (artista com trabalhos para Marvel e DC), e já é um estrondoso sucesso de vendas – já que antes mesmo de seu lançamento duas tiragens já haviam sido esgotadas.

AVISO: Nem precisamos avisar que a partir de agora, o texto está lotado de spoilers, certo?

AVISO 2: Esse artigo retrata apenas acontecimentos da história em quadrinhos, e não do romance de Charles Soule ou do livro infantil de Justina Ireland. Você quer saber mais sobre essas obras? Deixe-nos saber nos comentários 😉

Sem mais delongas, seguem cinco fatos interessantes revelados pela primeira edição da HQ, que você pode ler abaixo:


1) A STARLIGHT BEACON

A HQ gira basicamente em torno de dois eixos narrativos: o treinamento de uma padawan chamada Keeve, que protagoniza a história, e a inauguração de uma estação espacial chamada “Starlight Beacon”. A construção foi inaugurada pelos Jedi para servir como uma espécie de “Farol” nas fronteiras da República, sendo um símbolo da esperança para todos os habitantes dessa galáxia muito, muito distante. A estação é um demonstrativo dos dias de glória da República, que governava os cidadãos da galáxia com justiça e garantia a paz a todos. A dúvida que fica é: porque essa gigantesca estação não é sequer citada na trilogia prequel? Teria sido ela destruída? Ou simplesmente esquecida? Isso é algo que só descobriremos com o decorrer de “The High Republic”.

2) UMA NOVA CLASSE JEDI: “GUARDIÃO DA LUZ”

No cânone de Star Wars, existiam várias classes de jedis: os Guardiões, responsáveis por proteger entidades e figuras importantes de república (usam sabre azul, como Anakin Skywalker); os Consulares, que respondem pelas negociações oficiais e da diplomacia da Ordem Jedi (usam sabre verde, como Qui Gon Jinn e posteriormente Obi Wan Kenobi), e assim por diante. Nessa HQ, conhecemos uma nova classe de Jedi: Os Guardiões da  Luz, que especificamente nesta história, gerenciam e protegem a Estação Espacial Starlight Beacon. Quais serão suas missões? Qual a tarefa primordial de um Jedi Guardião da Luz? Ficamos curiosos para saber.

3) NOVOS PERSONAGENS…

Como já dito, a protagonista da história é a padawan Keeve Trennis, que completa seu treinamento sob a custódia do Mestre Sskeer. Ao desobedecer uma das ordens de seu mestre para salvar uma raça de alienígenas que está em risco, mostra sua personalidade impetuosa e altruísmo – uma heroína digna de Star Wars!

A outra personagem que chama a atenção é Avar Kriss. A Jedi se mostra uma líder centrada, calma e extremamente competente, sendo respeitada por todos. Prova disso é que ela recebe, do Conselho Jedi, a tarefa de gerenciar a Estação Starlight Beacon, demonstrando que sua capacidade é reconhecida pelo alto escalão dos Jedi.

4) …E YODA!

É claro que pelo menos um dos personagens clássicos de Star Wars apareceria em algum momento. E é claro que só poderia ser ele: o Mestre Yoda! Com a aparência idêntica à trilogia prequel, o pequeno grande Jedi surge para comunicar Avar Kriss de sua nova tarefa. Já membro do Conselho Jedi e importante ator nas decisões da Ordem, Yoda já era, 200 anos antes de Ameaça Fantasma, o líder que nos acostumamos a ver.

5) UM NOVO INIMIGO… MAS QUEM?

Em determinado momento da história, descobrimos que o sinal emitido pela Starlight Beacon mudou a rota de migração de uma raça de alienígenas perigosos, o que colocou em risco a vida de milhares de seres. A protagonista Keeve percebe que um “inimigo” está manipulando as coisas para gerar desordem na galáxia. Mas quem seria? Será que The High Republic irá falar sobre o (re)surgimento dos malignos Sith? Ou simplesmente sobre o despertar do lado sombrio da Força? Boatos indicam que a série The Acolyte, que aborda a ascensão da força sombria, se passará praticamente no mesmo período de tempo que The High Republic. Seria isso uma pista para a série? Vamos acompanhar.

BÔNUS: UM WOOKIE JEDI!

Nos acostumamos a ver os Wookies como adoráveis e leais criaturas, graças ao querido e saudoso Chewbacca. Mas aqui, em The High Republic, poderemos enxergar estes seres peludos de outra forma, já que teremos um Wookie Jedi! Além de fazer uma ponta na HQ, esse personagem está na capa do romance Light of the Jedi, ao lado de Avar Kriss.


Para mais novidades do Universo de Star Wars, não se esqueça de nos seguir nas redes sociais e se inscrever em nosso canal do YouTube!

The following two tabs change content below.
Jornalista em formação, ex-membro do finado e saudoso Terra Zero e leitor de histórias em quadrinhos. Fã de ficção científica e terror, divide seu tempo livre entre o cuidado com suas dezenas de gatos e a paixão pela cultura pop. Sonha com o dia em que perceberão que arte é sim, uma forma de discutir política.

Comments

  1. Bem legal teu texto, informativo.
    Mas a revisa lá, a palavra Jedi não tem plural.

  2. Existe expectativa dessas histórias saírem no Brasil?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *