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WandaVision – Episódio 5: Em um Episódio Muito Especial… | Crítica

WandaVision – Episódio 5: Em um Episódio Muito Especial… | Crítica

Crítica de WandaVisionWandaVision

Episódio: 5 – Em um Episódio Muito Especial…

Criação: Jac Shaeffer

Direção: Matt Sharkman

Roteiro: Peter Cameron e Mackenzie Dohr

Elenco: Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Teyonah Parris, Josh Stamberg, Randall Park, Kat Dennings, Kathryn Hann, Asif Ali, Evan Peters

ATENÇÃO: O texto a seguir contém spoilers de Wandavision. Siga por sua conta e risco.

Depois de um episódio em que basicamente tudo é explicado aos telespectadores mais apressados (este crítico incluso), chegamos ao formato que provavelmente acompanhará WandaVision até o seu final: a sitcom criada por Wanda (Olsen) se intercala com o foco da base de investigações da ESPADA, no “mundo real”. E é admirável que, ainda assim, a série consiga apresentar mistérios que instigam o telespectador e prendam sua respiração com cliffhangers eletrizantes.

Neste episódio, que recria a atmosfera de Anos Incríveis (e, por consequência, todas as sitcoms oitentistas que esta influenciou), acompanhamos Wanda lidando com seus filhos já nascidos, enquanto Visão (Bettany), aparentemente menos afetado pelos poderes telepáticos de Wanda, percebe que a estranha realidade em que está vivendo é obra de sua amada. Na base da ESPADA, os agentes Monica Rambeau (Parris), Darcy Lewis (Dennings) e Jimmy Woo (Park) tentam achar a melhor forma de “furar” a bolha criada pela Vingadora, mas têm que lidar com a atitude agressiva do diretor Tyler Hayward (Stamberg).

Este capítulo se aproveita dos significativos avanços do anterior para seguir com o “plano” original dos criadores de passar por todas as décadas da TV norte-americanas sem cansar o grande público. O núcleo de investigações do “Hex” segue ativo e compartilhando das dúvidas com os espectadores. Dessa forma, tanto os fãs que abraçaram a proposta da série quanto aqueles que anseiam por maior movimentação seguem engajados, demonstrando a inteligente condução do show por parte de seus criadores.

Obs.: Hex também é o nome de um romance de horror escrito por Thomas Olde Heuvelt, que tem como sinopse oficial no site da editora Darkside: “Toda cidade pequena tem segredos. Mas nenhuma delas é como Black Spring, o pacato vilarejo que esconde uma bruxa de verdade do resto do mundo. Os moradores sabem que não se deve mexer com ela.” Coincidência? Eu acho que não.

O universo criado por Wanda segue cada vez mais difícil de ser mantido, graças à consciência de Visão, o que faz com que nem os créditos finais forçados por Wanda interrompam a busca do sintozóide. É interessante como a série abraça sem pudor a metaficção, tornando as “limitações” do formato televisivo em recursos narrativos úteis à história. WandaVision finalmente representa a “mudança de formato” que parte dos fãs da Marvel desejavam há tanto tempo.

Com um cliffhanger de tirar o fôlego, graças à inserção do Mercúrio (Peters) do universo “X-Fox” à Casa das Ideias, WandaVision vai seguir pautando as redes sociais com teorias e especulações de fãs. Já disse em resenhas anteriores, mas… como é bom ter a Marvel de volta.


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Jornalista em formação, ex-membro do finado e saudoso Terra Zero e leitor de histórias em quadrinhos. Fã de ficção científica e terror, divide seu tempo livre entre o cuidado com suas dezenas de gatos e a paixão pela cultura pop. Sonha com o dia em que perceberão que arte é sim, uma forma de discutir política.

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