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WandaVision – Episódio 6: Um Halloween Assustadoramente Inédito! | Crítica

WandaVision – Episódio 6: Um Halloween Assustadoramente Inédito! | Crítica

Crítica de WandaVisionWandaVision

Episódio: 6 – Um Halloween Assustadoramente Inédito!

Criação: Jac Shaeffer

Direção: Matt Shakman

Roteiro: Chuck Hayward e Peter Cameron

Elenco: Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Teyonah Parris, Josh Stamberg, Randall Park, Kat Dennings, Kathryn Hahn, Evan Peters, David Payton, Jett Klyne, Julian Hilliard

ATENÇÃO: O texto a seguir contém spoilers de Wandavision. Siga por sua conta e risco.

Quais os limites dos poderes de Wanda? Essa é a dúvida que surge ao final do sexto episódio de WandaVision, Um Halloween Assustadoramente Inédito!. Em mais um passo pequeno, mas seguro na trama, conhecemos um pouco mais da extensão das capacidades místicas da protagonista, que adicionam camadas extras de dificuldades aos agentes da ESPADA – que agora já não contam mais com os serviços de Monica Rambeau (Parris), Jimmy Woo (Park) e Darcy Lewis (Dennings), expulsos pelo cada vez mais suspeito diretor Tyler Hayward (Stamberg), e nem com sua base de operações, “sugada” para dentro da realidade da poderosa Vingadora.

Em um episódio que se passa entre o final dos anos 1990 e começo dos 2000 (como entregam os anúncios do cinema de Westview, que exibe Operação Cupido, de 98, e Os Incríveis, de 2006), e referencia séries como Malcolm in the Middle Drake & Josh, Um Halloween… mostra roteiristas confortáveis com o que foi estabelecido até aqui. Neste capítulo de transição do enredo, a “fórmula” da série se repete: lentamente, o mistério do entorno de Westview se desenvolve sob o olhar incrédulo dos agentes da ESPADA, mas um cliffhanger nos minutos finais que prende a atenção dos espectadores e garante o interesse para a próxima etapa da história.

A adição de Tommy (Klyne) e Billy (Hillard) ao elenco, que agora ganham um tio “descolado” (Peters) para ajudá-los nas traquinagens de Halloween, inserem camadas interessantes à trama, graças a própria personalidade de ambos, diferentes entre si, e também aos poderes que manifestam. Os gêmeos demonstram um senso de pertencimento ao local que não é compartilhado com os outros membros do elenco, criando dificuldades narrativas para a resolução da trama e uma dimensão emocional mais profundas à série. A sensação é de que os filhos da Feiticeira Escarlate serão adições fixas ao panteão de heróis da Marvel Studios, o que permitirá muitas possiblidades narrativas para os próximos anos (mas não vamos tomar isso como certeza, ok?).

A evolução enganosamente pequena de Agnes (Hahn) demonstra mais do que aparenta. Apesar de ainda não sabermos suas reais intenções, algumas possiblidades foram descartadas, o que pode ser observado pelos fãs mais atentos. Certamente, aqueles que criam teorias para “adivinhar” o final da série são contemplados com mais um elemento para seus raciocínios. Dessa forma, a Marvel continua andando na tênue linha de agradar tanto os fãs mais pacientes, que estão curtindo a experiência semanal que a produção proporciona, quanto os mais apressados, que clamam por uma evolução mais dinâmica do enredo. A julgar pelo avalanche de comentários nas redes sociais que surge a cada sexta-feira, a proposta da Marvel está dando mais do que certo.


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Jornalista em formação, ex-membro do finado e saudoso Terra Zero e leitor de histórias em quadrinhos. Fã de ficção científica e terror, divide seu tempo livre entre o cuidado com suas dezenas de gatos e a paixão pela cultura pop. Sonha com o dia em que perceberão que arte é sim, uma forma de discutir política.

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