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A saga Star Wars, do pior ao melhor filme

A saga Star Wars, do pior ao melhor filme

Star Wars é, sem dúvidas, um dos maiores fenômenos pop da história. A saga idealizada por George Lucas foi criada há mais de 40 anos e segue mais atual do que nunca, mantendo os fãs das décadas passadas e conquistando novos todos os dias. A franquia é tão importante que tem até o seu próprio dia no ano: o 4 de maio. No entanto, mesmo com todo esse sucesso, os filmes de Guerra nas Estrelas não são unanimidades — na verdade, os fãs da saga são os principais críticos das produções. E como a redação do Sala Crítica gosta de uma polêmica, decidiu ranquear todos os filmes da franquia, do pior ao melhor.

Para chegar à nota média, todos os integrantes do site deram as suas notas e, após, elas foram somadas e dividias pelo número de votantes.

Confira (e que a Força esteja com você):


  • 11º – Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999), por Paola Rebelo – Média geral: 3,6

Provavelmente, o filme mais mal conceituado entre os fãs da franquia, o primeiro episódio é o início de uma trilogia de origem, que mostra como os caminhos de Anakin Skywalker (Jake Lloyd) e dos jedi Qui-Gon Jinn (Liam Nesson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) se cruzaram. A Ameaça Fantasma foi o retorno de Star Wars ao cinema após 16 anos desde a estreia de O Retorno de Jedi. No entanto, os fãs não gostaram da nova abordagem de George Lucas para com a franquia, e hoje ele se encontra com apenas 53% de aprovação no tomatômetro do Rotten Tomatoes. O filme trouxe elementos novos para o universo de Star Wars, que se tornaram memoráveis para o público, porém não de maneira positiva, tais como as famigeradas midi-chlorians. No caso de Jar Jar Binks (interpretado por Ahmed Best), criado para ser alívio cômico do filme, o personagem se tornou tão odiado que hoje em dia pipocam teorias na internet sobre ele ser o verdadeiro vilão da saga.


  • 10º – Star Wars: O Ataque dos Clones  (2002), por Diego Francisco – Média geral: 4,5

Depois da catástrofe que foi A Ameaça Fantasma, não precisava de muito para fazer um filme melhor. E por mais que O Ataque dos Clones seja superior ao seu antecessor, o episódio ainda deixa a desejar. Crescido, Anakin (agora vivido por Hayden Christensen) se tornou um jovem impulsivo, prepotente e mimado, passando o filme inteiro reclamando das coisas que o Obi-Wan não o deixa fazer. Enquanto a história seja interessante, com toda a subtrama da criação dos clones, a preparação para a aguardada Guerra Clônica e a presença do Conde Dookan (Christopher Lee) como vilão, O Ataque peca em diversos aspectos. O Episódio II se apoia bem mais no CGI com ambientes totalmente digitais e pouco convincentes; com a exceção de Ewan McGregor, todos os atores estão desperdiçados com Christensen sendo a cereja do bolo no quesito atuações ruins e o romance entre Anakin e Padmé (Natalie Portman) é muito forçado, mal desenvolvido e, provavelmente, a parte mais sofrível do longa. Mas, ei, aquela cena dos jedi na arena enfrentando os droids é tudo de bom, né?


  • 9º – Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019), por Carlos Redel – Média geral: 5

Após os eventos de Os Últimos Jedi, em que Rian Johnson ousou e levou a franquia por um novo caminho, democratizando a Força, a Disney decidiu ouvir os fãs que não gostaram de ser desafiados e, praticamente, ignorou o segundo longa da nova trilogia, trazendo J.J. Abrams de volta. Com o retorno do diretor, responsável pelo bom — mas pouco inovador — O Despertar da Força, a maioria dos conceitos desenvolvidos por Johnson foram descartados, com uma história mal escrita e apressada. Além de resolver o mistério dos pais da Rey (que já estava finalizado) de uma maneira covarde, Abrams e o roteirista Chris Terrio (de Batman vs Superman, pois é) inserem diversos diálogos ruins e expositivos no longa, bem como utilizar incansavelmente de um mesmo recurso narrativo, destruindo qualquer grau de urgência no filme. Além disso, A Ascensão Skywalker traz a última aparição de Carrie Fisher na franquia, mas, infelizmente, a inserção da atriz não funcionou bem, uma vez que a General Leia está na tela apenas para falar algumas frases curtas e desconexas. Uma pena. O fim da Saga Skywalker (será?) merecia mais.


  • 8º – Han Solo: Uma História Star Wars  (2018), por André Bozzetti – Média geral: 5,8

Desde o início, a ideia de um filme sobre Han Solo não foi bem recebida por grande parte dos fãs da franquia. Alguns eram contra por considerarem que Harrison Ford era insubstituível no papel. Outros por quererem que o filme de Obi Wan Kenobi fosse produzido antes. E outros simplesmente porque são contra qualquer coisa nova que se produza no universo Star Wars. A produção parece ter sido contaminada por este sentimento caótico e passou por todo tipo de problemas. Discordâncias sobre o tom da narrativa – que levaram à troca de diretor  – refilmagens, aulas de atuação para o protagonista e muito mais. Tudo indicava que o filme seria um desastre. Mas não foi o que se viu na tela. Han Solo se tornou um faroeste espacial muito bem resolvido. Além de presentear os fãs com a reconstituição de vários momentos históricos citados na trilogia original, o CGI fantástico proporcionou algumas das melhores cenas de batalhas espaciais, com a Millennium Falcon protagonizando momentos empolgantes. Infelizmente, o alto custo da produção e a baixa receptividade do público fizeram com que o lucro atingido ficasse muito aquém do esperado, alterando inclusive o planejamento da Disney para outras produções que seriam realizadas.


  • 7º – Star Wars: A Vingança dos Sith  (2005), por Luna Rocha – Média geral: 8

A Vingança dos Sith faz parte da segunda trilogia de filmes da série Star Wars e é, de longe, o melhor dos três que compõem a saga que acompanha Anakin Skywalker no processo de se transformar em Darth Vader, o vilão mais famoso do mundo. Diferente dos episódios I e II, o terceiro não tem tanta enrolação de roteiro, indo direto ao ponto e, com isso, desenvolvendo uma trama muito mais atraente que seus anteriores. O enredo foi esboçado por George Lucas em 1973, ou seja, antes mesmo do lançamento de Uma Nova Esperança, que foi a primeira obra a chegar nas telas, porém, ainda faltavam detalhes para arrematar a trama, por isso o longa acabou sendo lançado tanto tempo depois. A história do filme se desenrola três anos após o começo das Guerras Clônicas, em um momento em que o Conselho Jedi delega ao Mestre Obi-Wan Kenobi a tarefa de executar o comandante do Exército Separatista, para que o confronto pudesse chegar a um fim, entretanto, em paralelo, Anakin, discípulo de Kenobi, passa a se envolver nas ideologias do Supremo Chanceler da República Galáctica, colocando em risco não apenas seus antigos companheiros Jedi, como também sua própria reputação e caráter ao se tornar um Sith.


  • 6º – Star Wars: O Retorno de Jedi (1983), por Diego Francisco – Média geral: 8,1

A tão esperada conclusão da trilogia original pode não ter conseguido alcançar os ápices do épico O Império Contra-Ataca, afinal, todos os filmes lançados depois não chegaram nem perto, mas O Retorno de Jedi continua sendo um final ótimo para a jornada de Luke (Mark Hamill), Leia (Carrie Fischer) e Han Solo. Mesmo que o enredo de destruir a Estrela da Morte ter sido reciclado (que, na verdade, era o final original da saga e a cena em Uma Nova Esperança foi inserida lá porque acharam que o filme não ia fazer sucesso,) os ewoks serem controversos e o plano para resgatar Leia e o Han do Jabba seja desnecessariamente complexo, existem momentos aqui que ficam entre os mais icônicos da saga inteira. O confronto final entre Luke, Darth Vader e o Imperador (Ian McDiarmid) é um clímax simplesmente fantástico e Vader voltando para o Lado Luminoso da Força emociona toda vez. O Retorno de Jedi é um final sensacional para uma trilogia que até hoje marca gerações.


  • 5º – Star Wars: O Despertar da Força (2015), por Diego Francisco – Média geral: 8,3

Depois da trilogia prequel ter sido, no mínimo, questionável (apesar de A Vingança dos Sith ser ótimo), os fãs de Star Wars ficaram quase 10 anos sem novas notícias, até que a Disney comprou a LucasFilm e anunciou uma nova trilogia da saga. Com direção J.J. Abrams, que já tinha revitalizado a franquia Star Trek nos cinemas, O Despertar da Força foi um estouro. Com um ritmo eletrizante, novos personagens extremamente carismáticos, retornos excelentes de conhecidos da trilogia clássica e efeitos visuais muito bem feitos, Star Wars voltou à forma com tudo. Daisy RidleyJohn BoyegaOscar Isaac e Adam Driver são todos atores excelentes e conferem o carisma e profundidade necessária para os seus personagens. Enquanto, de fato, o enredo do filme siga as mesmas batidas de Uma Nova Esperança, o Despertar da Força traz o suficiente para se sustentar por contra própria e se classificar entre os longas mais divertidos de Star Wars. 


  • 4º – Star Wars: Uma Nova Esperança (1977), por Carlos Redel – Média geral: 8,6

O filme que mudou tudo. O começo da maior saga da cultura pop. No final dos anos 1970, George Lucas revolucionou o cinema ao levar o mundo para uma galáxia muito, muito distante. Dentro da já estabelecida jornada do herói, Lucas conseguiu inovar, trazendo efeitos especiais até então nunca vistos no cinema e um universo extremamente rico em detalhes, com personagens carismáticos e envolventes. Além disso, o filme trouxe elementos de sucesso, que ficaram impregnados no imaginário do público, como sabres de luz, naves espaciais e o maior vilão de todos os tempos: Darth Vader (James Earl Jones). E o mais impressionante é que mais de 40 anos depois, Uma Nova Esperança segue funcionando e impressionando. Mesmo que o longa não seja o melhor da saga, é o mais importante da franquia — e um dos filmes mais relevantes da história.


  • 3º – Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), por Carlos Redel – Média geral: 8,9

Depois de um burocrático e pouco corajoso O Despertar da Força (que, apesar disso, é um bom filme), de J.J. Abrams, a franquia principal de Guerra nas Estrelas foi entregue para Rian Johnson. Assim, chegou aos cinemas Os Últimos Jedi, subvertendo toda a lógica pré-estabelecida da saga, expandindo o universo criado por George Lucas e democratizando a Força, desvinculando-a da família Skywalker para mostrar que qualquer um pode fazer a diferença, até mesmo uma ninguém como a Rey — o que tinha sido grande acerto, uma pena que a Disney não teve coragem de manter. No entanto, toda essa inovação proposta por Johnson não agradou à maioria dos fãs, que não gostaram do conservadorismo do longa anterior, mas também não quiseram abraçar o novo. Esteticamente incrível e ousado na medida certa, Os Últimos Jedi não é apenas um ótimo filme, como também um dos melhores da franquia Star Wars.


  • 2º – Rogue One: Uma História Star Wars  (2016), por Luna Rocha – Média geral: 9

Dentre os últimos lançamentos da franquia Star WarsRogue One foi o que recebeu melhor aceitação do público que acompanha a saga. Tendo em vista que o filme foi criado como uma espécie de fan service, conquistar a simpatia dos exigentes seguidores de Guerra nas Estrelas é uma proeza a ser levada em consideração hoje em dia. A ideia para o roteiro surgiu de um ponto que facilmente passa despercebido por quem não é fã da principal obra de George Lucas; no início de Star Wars: Uma Nova Esperança, o resumo em letreiro mostra parte da história que não estava presente em cenas no filme, contando que a Rogue One havia usurpado os planos da Estrela da Morte, concedendo à Aliança Rebelde mais uma possibilidade de agir. Mas, para todos que pegaram o bonde andando por praticamente 38 anos, não ficava claro do que se tratava Rogue One, e por isso o esclarecimento tardio foi muito bem-vindo. O filme desenvolve bem sua trajetória e personagens e, apesar de ter atores que já estão na indústria cinematográfica há um tempo significativo, eles não eram marcados por outros papéis, fazendo então com que não soasse como se o longa devesse se sustentar na fama de terceiros pelo hype, o que ajuda a trazer foco para a história. Entretanto, nem tudo foi tão aclamado, há pessoas que reclamaram dos rostos criados em CGI dos personagens Leia Organa e Moff Tarkin, que eram para ser uma surpresa boa, mas não conseguiram agradar a todos.


  • 1º – Star Wars: O Império Contra Ataca (1980), por João Vitor Hudson – Média geral: 9,5

Após o mundo conhecer o fantástico universo de Star Wars três anos antes, Irvin Kershner dirigiu, em 1980, aquele que é um dos filmes mais lembrados de todos os tempos: O Império Contra-Ataca. A saga de Luke Skywalker como um Jedi continua no segundo filme da franquia que, posteriormente, ganhou a numeração de Episódio V. Darth Vader continua seus planos para dizimar a Aliança Rebelde, após perder a Estrela do Morte no final do filme anterior, e agora a única esperança é que Luke aprenda como ser um Jedi e derrotar o Sith mais poderoso vivo. Momentos clássicos como o treinamento de Luke com seu tutor Yoda, a traição de Lando Calrissian (Billy Dee Williams), o congelamento de Han Solo na carbonita e o clássico “Eu sou seu pai” se destacam no longa que marcou a primeira geração de fãs de Star Wars — vale lembrar que, até hoje, o filme é considerado por muitos como o melhor da franquia. Por isso, O Império Contra-Ataca garantiu o primeiro lugar em nosso ranking.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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Comments

  1. Gente , Os Últimos Jedi não só é um dos piores filmes da saga, perdendo apenas pra Han Solo, como também é um dos PIORES filmes que já vi na minha vida, sou muito fã, assisti no meu aniversário no cinema e quase saiu da sala, decepcionante, tirou a credibilidade da lista.

  2. Quem fez essa lista só pode ser louco ou não ter visto os filmes direito.

  3. Candido Andreoli - 4 de maio de 2021 at 14:58 - Responder

    Errata 1 –
    The Empire Strikes Back não recebeu a numeração de episódio 5 posteriormente.
    Ele sempre foi o episódio 5.
    O que recebeu a numeração no relançamento foi o episódio 4, que saiu sem número de início pra não confundir e afastar o público.
    Logo que o filme começou a faturar, já entrou o número 4 ali.

  4. Candido Andreoli - 4 de maio de 2021 at 15:02 - Responder

    Errata 2 –
    “Assim, chegou aos cinemas Os Últimos Jedi, subvertendo toda a lógica pré-estabelecida da saga, expandindo o universo criado por George Lucas e democratizando a Força, desvinculando-a da família Skywalker para mostrar que qualquer um pode fazer a diferença, até mesmo uma ninguém como a Rey — o que tinha sido grande acerto, uma pena que a Disney não teve coragem de manter. ”

    Qualquer um pode fazer a diferença.
    A força é ‘democratizada’ desde sempre.
    A força NUNCA foi exclusividade da família Skywalker.
    De onde será que saíram todos os Jedi de ATAQUE DOS CLONES ?? Seriam todos Skywalker ??

    Chega a ser inacreditável (e trágico) que o motivo principal (e único ) do Carlos Redel ter gostado desse filme… seja uma mentira.

  5. Candido Andreoli - 4 de maio de 2021 at 15:06 - Responder

    Meu STAR WARS RANKING

    – 1 – The Phantom Menace
    O exemplar que demandou mais cuidado na realização. O filme que tem mais conteúdo metafórico , subtextos e referências. Inicialmente recebido com estranheza por parte do público, com o tempo foi crescendo no conceito geral. Principalmente depois que ficou claro (pra quem não conseguiu perceber de cara) a sua natureza interligada dentro de uma trilogia que compõe uma obra concisa. (cresceu mais ainda depois do advento catastrófico da trilogia Disney).
    O filme trata de conceitos ecológicos / filosóficos de biosfera e círculos simbióticos, trata de preconceito, tolerância, e traz toda a carga filosófica carregada em torno do personagem Qui-Gon-Jin, um dos personagens mais bem elaborados da saga cinematográfica.
    São abordados diversos cenários de planetas diferenciados pela galáxia ( e uma diversidade de aliens ) , coisa que a trilogia clássica tinha desenvolvido timidamente, e que o universo expandido acenava, mas que , até o momento, não tinha sido explorado cinematograficamente.
    Injustamente acusado de exagerar nos efeitos digitais, o filme surpreende esses críticos quando, nos documentários de bastidores se revela que apenas uma percentagem muito pequena dos efeitos não são construídos com efeitos práticos.
    O filme faz um upgrade técnico em matéria de efeitos, trilha sonora e design em cima da trilogia clássica.

    – 2- A New Hope
    Brigando a páreo duro com a primeira posição, A New Hope é um filme que simplesmente revolucionou a maneira como o cinema de ficção foi feito. Existe o antes e o depois de Star Wars do George Lucas. Utilizando a limitação técnica da época ao seu favor (decidiu iniciar a trama pelo capítulo que poderia ser realizado mais dentro da sua visão) , George Lucas elaborou a visual a partir da trama, dos conceitos e da abordagem mitológica, mostrando que , quando existe essa integridade na elaboração, a obra permanece fresca e viva através das eras.

    – 3 – The Empire Strikes Back
    Considerado por muitos como uma das primeiras sequencias que foram superiores ao original, o episódio 5 é um dos filmes mais concisos da saga. Homogêneo e ritmado, ele expande os limites estabelecidos no primeiro filme, avança na mitologia, avança no desenvolvimento da idéia da Força e planta a idéia de um universo infinito nas suas possibilidades. Estabelece Darth Vader como vilão emblemático e inesquecível.
    Muda um pouco o tom do original devido a mudança do diretor, para algo menos fabuloso e mais realista. Algumas perdas e muitos ganhos com relação a isso.

    – 4 – Revenge of the Sith
    Conclusão mais do que eficiente da trilogia prequela. O episódio 3 é um primor técnico. Bem balanceado nos seus ruídos e silêncios, o filme é sensível e poderoso.
    Aqui George Lucas demonstra toda a sua evolução como diretor, criando uma trama que emociona ao extremo, mesmo que se saiba (e , em alguns momentos, , por conta disso) tudo o que seguirá depois do fechamento da trama. O episódio 3 finaliza uma trama em formato de trilogia divinamente, trabalhando muito bem com os elementos apresentados e movidos com maestria através dos filmes anteriores. Ao mesmo tempo em que parece dar um start para uma nova etapa de narrativas da saga. Nova etapa que , em parte segue eemmm :

    – 5 – Rogue One
    Acusado por alguns de ser excessivamente realista, Rogue One , na verdade, é o maior consenso da saga: todos amam.
    É um filme que tem sucesso em replicar e dar continuidade à ambientação da trilogia clássica como sempre esteve em nossas lembranças. Apesar de introduzir elementos novos, estes parecem totalmente aceitáveis e compatíveis com o universo conhecido. É um filme sem gordura, sem excessos. Faz o serviço. Agrada o público atual, dentro da linguagem cinematográfica de hoje, ao mesmo tempo em que não destoa das narrativas dos filmes clássicos de trinta anos atrás.

    – 6 – Solo
    Spin Off que teve baixa aceitação inicial devido ao desastre do episódio 8 e da política equivocada da Disney, que minou o interesse pela saga para o grande público e para os fãs.
    O filme foi redescoberto no Streaming, onde bateu recordes de visualização.
    É respeitoso e espirituoso. O filme foi construído para emular as narrativas oitentistas de cinema de ação blockbuster. É como se fosse um filme dos anos 80 feito hoje, com a tecnologia de hoje.
    Traz um Han Solo convincente em seu período diferenciado da vida.
    Com bons personagens , bons plot twists e uma narrativa dinâmica e envolvente … o filme apresenta, com sucesso, num cenário pós golpe político, uma galáxia sucateada, tomada por insurreições e batalhas por anexações.
    Uma pena que a trama com ganchos em aberto, não será continuada. (ou será que o seriado do Lando nos surpreenderá ?)

    – 7- Attack of the Clones
    Mesmo em sétima posição , o filme não pode ser considerado ruim, bem pelo contrário. Ataque dos Clones deixou um pouco de lado os subtextos e metáforas do episódio anterior em razão da exposição narrativa mais pontual. Perde-se um pouco em meio a burocracia de ter que fechar pontos da trama que deveriam ser fechados , o que deixa algumas passagens previsíveis. Mesmo assim é carregado de momentos emocionantes , como a morte da Shmi e o avanço da decadência sombria do Anakin, onde vemos as sementes do lado negro se desenvolvendo no segundo plano. Desenvolvimento de personagens como o Excelente Conde Dokku e do Yoda, como nunca havia sido desenvolvido na trilogia clássica, são méritos de peso. Bem como as cenas de ação e a plasticidade de se ver um exército de Jedi em ação, embalados por trilha sonora de um John Williams na sua melhor forma.

    – 8 –Return of the Jedi
    Fechamento um tanto apressado de uma trilogia que, originalmente deveria ter mais episódios, o Retorno de Jedi , a princípio, segue no clima e no ritmo do episódio anterior, com Imperador, Vader e uma excelente passagem climática no assalto ao palácio do Jabba. Se por um lado , os efeitos técnicos de batalhas espaciais evoluiu , na parte dos animatrônicos dos aliens, o envelhecimento da técnica se faz sentir (parte foi remendada na edição especial).
    Peso maior se sente quando os Ewoks são introduzidos na trama. O filme perde ritmo e é exagerado nas sequencias de batalha. Forçando a barra na suspensão de descrença.
    O filme segue firme no desenvolvimento mitológico trabalhado na trilogia. E mantém a continuidade lógica e climática dentro da trilogia. Mas apresenta uma conclusão que beira ao confuso e o forçado, sendo que , mais adiante, com o passado do Anakin detalhado na trilogia prequel , essa conclusão adquire maior credibilidade.
    O Retorno de Jedi sofre com a reformatação dos roteiros originais, que previam uma trama mais extensa e mais desenvolvida ao longo de mais filmes. Felizmente, o antigo universo expandido veio para suprir parte dessa deficiência.


    – Porque somos obrigados a colocar porque faz parte da franquia, mas, em essência, não carregam a ideologia Star Wars:

    – Rise of Skywalker
    Filme corrido e desconexo , que busca gerar identificação com o restante da saga de maneira artificial, através de segmentos reaproveitados dos outros roteiros.
    Se você desligar o senso crítico, e não fizer muita questão de lembrar do resto da história enquanto estiver assistindo, o filme é uma bela montanha russa de diversão, cenas de ação e correria.
    Os personagens estão menos insuportáveis do que nos dois filmes anteriores. Provavelmente por conta do roteiro não dar espaço para eles em meio a tantos cortes bruscos e correria.
    É filme da geração Transformers: você assiste duas vezes, e não consegue lembrar da história.

    – Force Awakens
    Golpe publicitário disfarçado de filme. Busca gerar identificação com o restante da saga de maneira artificial, através de reaproveitamento de segmentos e passagens dos outros filmes. Repleto de passagens de roteiro ilógicas, o filme carece de lógica interna, carece de lógica dentro da franquia e, como se provou nos filmes subseqüentes, carece de lógica dentro da trilogia. Com protagonistas supostamente gerados para identificação com uma nova geração de fãs, o filme é descarado ao escantear os personagens clássicos de forma humilhante. Apresenta personagens histéricos, megacafeinados que parecem saídos de seriados teen da Disney.
    Tudo é genérico. Desde o design de ambiente , naves e arquitetura pouco inspirado até a trilha sonora fraca (em comparação ao que fora) do John Williams.
    Em cima disso ainda temos uma fraca ambientação de cenários planetários, e uma trama horrivelmente ridícula em cima da Starkiller Base, que é , na verdade a pilastra de sustentação (podre) onde o filme é construído ao redor.
    Tudo é deixado no ar. Os personagens não tem passado, as suas motivações são nebulosas… o filme foi TÃO construído em cima do roteiro do A NEW HOPE, que o roteirista esqueceu que A New Hope era o QUARTO episódio de uma saga pré- programada para ter mais TRÊS episódios anteriores para criar a sustentação. Esse episódio 7 não teria tal sustentação. E também não teria nenhum planejamento como trilogia, coisa que ficava claro para quem quisesse ver, mas , que , para alguns, só seria visível depois da trilogia completa mostrar isso através de provas.
    O filme é patético em quase todos os sentidos, menos no aspecto técnico.
    A cena de ação e perseguição inicial com a Millenium Falcon é excelente.
    E o design dos TIE negros também ficou bom.
    Só essas duas coisas e a música do filme prestam.

    – The Last Jedi
    O filme ganha um upgrade em concepção visual em cima do episódio anterior. Mas , de nada adianta um visual sedutor, se esse visual acaba remetendo a uma associação direta com o roteiro tosco, que acaba lhe conferindo o status de nojento acima de qualquer outro.
    O diretor Rian Johnson é um ilustre semi-desconhecido que tem o costume de querer escrever o roteiro dos filmes que dirige, e acaba cometendo atrocidades como Looper (o filme de viagem no tempo mais incoerente da história).
    A trama tem a seguinte premissa: surpreender e subverter acima de tudo.
    De tudo. Acima da seriedade, acima do bom gosto, acima da coerência… acima da LÓGICA.
    É o legitímo filme pra quem não curte muito Star Wars, pra quem não conhece muito Star Wars, pra quem não se importa muito com Star Wars e, principalmente: pra quem ODEIA Star Wars.
    Depois de Force Awakens e sua falta de planejamento e profundidades escancaradas, se sabia que boa coisa não iria vir, mas eis que a Disney surpreende … e nos manda algo MUITO PIOR que a mais delirante imaginação poderia conceber: uma PARÓDIA de Star Wars.
    O filme é um pacote misto de: – representatividade forçada e artificial, – humor de mal gosto , destoante com o humor do resto da saga, – roteiro de comédia romântica mal escrita, – personagens originais incoerentes com motivações voláteis , enigmáticas e sem sentido, – personagens clássicos incoerentes, patéticos e irreconhecíveis.
    The Last Jedi foi um marco na história da saga. Foi o filme que fez a Disney tremer nas bases e reformular toda a estratégia de produção e lançamento dos futuros filmes.
    Foi o filme que mostrou pra todo mundo que , pra fazer Star Wars, não é só ter vontade e sair escrevendo um roteiro em poucos meses. Do nada.
    Mostrou (junto com Mandaloriano e Clone Wars) que pra fazer Star Wars é preciso anos de pesquisa e dedicação, é preciso um entendimento da saga de longa data, é preciso consultar e ACATAR as observações do criador George Lucas.
    Rian Johnson não fez nada disso.
    Fez apenas um blockbuster esquecível de verão … onde antes haviam sido concebidas obras de arte atemporais imortais.

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